Os vereadores de Osasco aprovaram na sessão desta terça-feira, 26, em primeira discussão, o Projeto de Lei 102/2019, que cria o Bilhete Único em Osasco. A proposta foi aprovada com uma emenda de número 4, de autoria do vereador Ni da Pizzaria (Pode), que ampliou o tempo de gratuidade que passou para 1h30.
A medida foi aprovada com 14 votos favoráveis, 3 contrários [Dra. Régia (PDT), Tinha Di Ferreira (PTB) e De Paula (PSDB)] e três ausências [Ana Paula Rossi (PL), Lindoso (PSDB) e Didi (PSDB)].
A segunda discussão deve acontecer na próxima quinta-feira, 28. Depois a medida segue para sanção do prefeito Rogério Lins. A ideia inicial é que o bilhete entre em operação em 1° de dezembro.
O projeto, que começou a tramitar em agosto, alterou a Lei n° 4201/2008, que dispõe sobre a bilhetagem eletrônica no serviço de transporte público de passageiros do município, para incluir o Capítulo V, sobre a instituição do Bilhete Único, com integração tarifária temporal. Vale pontuar que o bilhete ainda não tem integração com os trens da CPTM.
De acordo com o texto, o Bilhete Único de Osasco será viabilizado, exclusivamente, por meio de créditos de passagem existentes no cartão eletrônico do Sistema de Bilhetagem Eletrônica, que ainda será definido, com a regulamentação do projeto. Também foi aprovada uma emenda que estabelece que a recarga poderá ser feita através os site das concessionárias, bancas de jornal e outros estabelecimentos comerciais da cidade cadastrados.
A vereadora Dra. Régia (PDT) criticou o projeto apresentado pelo prefeito. Uma dos pontos questionados foi a falta de integração com a CPTM. “O principal objetivo do Bilhete Único é a integração com os trens da CPTM, sem a integração não tem sentido. Além disso, o tempo médio das viagens é de 55 minutos. A princípio eles queriam dar gratuidade de 60 minutos e depois mudaram para 90 minutos”, disse acrescentando que as empresas que administram o transporte público serão subsidiadas. “Serão 10 milhões por ano. Então, esse projeto não vai beneficiar o povo, mas sim as empresas “, completa.
Já o vereador De Paula (PSDB) lembrou que a medida não beneficiará os idosos. “Além de não ter a integração, o Projeto também não beneficiará os idosos da nossa cidade. Aprovamos uma alteração garantindo a gratuidade aos 60 anos é foi derrubada pelas empresas”, explica.
Na justificativa ao projeto, o prefeito destaca ainda que a implantação do Bilhete Único é uma demanda antiga da população.
O líder do governo, o vereador Toniolo (PCdoB), pontuou que vários prefeitos tentaram implantar a medida. “Os prefeitos Emidio e Jorge Lapas tentaram, mas não conseguiram viabilizar a medida, então coube ao prefeito Rogério Lins fazer o projeto se transformar em realidade”, justifica.






