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Doce amargura: Cacau Show é acusada de “seita” por franqueados

Envio de produtos perto do vencimento é uma das perseguições citadas. Confira mais detalhes e o que diz a Cacau Show
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São mais de 4 mil unidades espalhadas pelo Brasil (Divulgação)

Envio de produtos perto do vencimento é uma das perseguições citadas. Confira mais detalhes e o que diz a Cacau Show

O mundo não tem sido tão doce para a Cacau Show, empresa de chocolates finos sediada em Itapevi. Segundo o portal Metrópoles, franqueados da marca dizem que a rede funciona como “seita”. Além disso, eles relatam que há perseguição daqueles que discordam de Alê Costa, CEO e fundador da empresa, que conta com mais de 4 mil unidades espalhadas pelo Brasil.

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Alê Costa, CEO e fundador da empresa (Imagem: Governo de SP)

Cacau Show

A empresa realiza grandes eventos motivacionais com palestras, música alta, discursos e depoimentos emocionantes de sucesso. Lives e encontros virtuais abordam poder da iniciativa e da dedicação incansável à empresa. Quem comanda boa parte deste momentos é o próprio Alê Costa.

Por outro lado, franqueados dizem ser perseguidos ao reclamarem de problemas como cobranças ou mudanças no valor dos produtos, recebendo chocolates para vender com a validade perto de expirar e produtos encalhados com pouca saída. Esta situação, muitas vezes, inviabiliza o funcionamento das franquias e leva os empresários a fecharem as portas.

Na Justiça, a Cacau Show tem processos por cobranças indevidas e por não fornecer produtos de forma adequada para lojas franqueadas. Um exemplo é de um processo que tramita em Brasília, evidenciando que punições como a retirada de crédito – obrigando a compra de produtos à vista – é institucionalizada, com previsão contratual.

Perfil em rede social: Doce Amargura

Franqueados insatisfeitos criaram um perfil em uma rede social para compartilhar relatos, chamado de Doce Amargura. A responsável pela página é franqueada e tenta rescindir o contrato com o Cacau Show. A proprietária recebeu a visita de Túlio Freitas, vice-presidente da Cacau Show, no interior de São Paulo. Segundo ela, o vice-presidente a perguntou “o que era preciso” para que ela parasse.

Por meio de nota, a marca disse que não reconhece as alegações apresentadas pelo perfil Doce Amargura em redes sociais. “Somos uma marca construída com base na confiança mútua, no respeito e na conexão genuína com nossos franqueados. Cada experiência é única e pessoal. Prezamos por relações próximas, transparentes e sempre pautadas pelo diálogo — pilares que sustentam nosso crescimento conjunto e tornam possível a construção de uma jornada empreendedora repleta de conquistas e momentos especiais.”

O texto também destaca que Túlio Freitas realiza visitas às lojas, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com os franqueados e entender as necessidades do negócio. “Essas visitas são realizadas de forma profissional e não têm qualquer relação com o perfil mencionado.”

Com informações do portal Metrópoles.

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