BRT Cajamar-São Paulo terá 16,4 km e 18 estações

De acordo com o documento, o BRT está em fase de estudos, sob elaboração da própria Secretaria de Transportes Metropolitanos
BRT Cajamar-São Paulo terá 16,4 km e 18 estações, diz ENMU
A frota estimada é de 22,52 veículos (Divulgação/Governo do Estado de SP)

A Região Oeste da Grande São Paulo pode ganhar um novo modal de transporte. A cidade de Cajamar, atualmente sem nenhum acesso a um eixo de transporte público coletivo de média ou alta capacidade, pode ganhar um novo corredor de ônibus modelo BRT, conectando a região à capital paulista.

As informações foram divulgadas na segunda-feira (21). De acordo com o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado com o BNDS e o Ministério das Cidades, mostra que o projeto consta no Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU) de 2040, para melhorar o transporte público paulista.

O programa também conta na lista de concepções disponibilizada para o estudo pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e pela EMTU.

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O estudo estima demanda diária de 37.163 embarques até 2054 (Divulgação/Governo do Estado de SP)

De acordo com o documento, o BRT está atualmente em fase de estudos, sob responsabilidade da elaboração da própria STM, e ficará sob responsabilidade da Agência Estadual de Transportes de São Paulo (Artesp).

O corredor terá extensão total de 16,4 km, atendendo à região noroeste da capital, entre as rodovias Anhanguera (SP-330), Bandeirantes (SP-348) e a Marginal Tietê, além do município de Cajamar. Segundo o estudo, o projeto vai possibilitar integração com o futuro BRT Arco Norte.

O ENMU destaca que a implantação desse corredor trará grandes benefícios para a população de Cajamar, que atualmente não possui acesso a nenhum eixo de transporte público coletivo de média ou alta capacidade.

O estudo estima demanda diária de 37.163 embarques até 2054, com valor nominal do ciclo inicial de investimentos em infraestrutura projetado em R$ 717 milhões. O projeto abrange dois municípios: Cajamar e São Paulo.

Segundo o documento, o status atual do projeto é de projeto funcional, com terminal previsto no Jardim Britânia e 18 estações ao longo do trajeto. A frota estimada é de 22,52 veículos.

O que é o BRT?

BRT foi implantado pela primeira vez em Curitiba, nos anos 70 (Ricardo Marajó/SMCS)

O BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit (Trânsito Rápido por Ônibus), é um sistema de transporte público sobre pneus projetado para oferecer a velocidade, a pontualidade e a capacidade de passageiros de um metrô, mas com o custo e a flexibilidade de implantação de um sistema de ônibus.

Sua principal característica é a circulação em corredores totalmente exclusivos, separados do tráfego comum de carros e caminhões, o que evita que os veículos fiquem presos em congestionamentos urbanos e garante viagens muito mais rápidas.

Para funcionar com eficiência e agilidade, o sistema utiliza estações fechadas e elevadas, no mesmo nível do assoalho dos ônibus, facilitando o embarque e desembarque, inclusive de pessoas com mobilidade reduzida.

 Além disso, a cobrança da tarifa é feita previamente na própria estação antes da chegada do veículo, eliminando filas na entrada e reduzindo drasticamente o tempo que o ônibus fica parado no ponto. Os veículos costumam ser articulados ou biarticulados, com grande capacidade para transportar centenas de passageiros por viagem.

Desenvolvido originalmente no Brasil, na cidade de Curitiba, durante a década de 1970, o modelo BRT se tornou uma referência global em mobilidade urbana sustentável. Por ser uma alternativa consideravelmente mais barata e rápida de construir do que linhas de metrô ou trem elétrico, o conceito do BRT foi adotado por centenas de metrópoles ao redor do mundo como uma solução eficaz para democratizar o espaço urbano e melhorar o transporte de massa diário.

*com informações dos portais ViaTrolebus, Quinto Andar e Mundo Educação.

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