Máfia do Caixão: Zuffa descarta afastar assessora de Barueri investigada

Assessora de Wilson Zuffa, presidente da Câmara de Barueri, foi ouvida e liberada na investigação da Máfia do Caixão; ela permanece no cargo
Wilson Zuffa
Wilson Zuffa afirmou que manterá assessora no cargo (Divulgação)

O presidente da Câmara de Barueri, Wilson Zuffa (Republicanos), afirmou ao Jornal Giro que manterá no cargo a assessora Jannyze Dantas, cuja residência foi alvo de buscas na investigação conhecida como Máfia do Caixão. Ela prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberada após a operação desta quinta-feira (15).

“Até o momento, não tenho conhecimento de qualquer fato relacionado ao exercício de suas funções na Câmara que justifique seu afastamento ou exoneração”, declarou.

A ação integra a segunda fase do inquérito que apura suspeitas de corrupção envolvendo funcionários da Prefeitura de Carapicuíba e empresários do setor funerário. Foram cumpridos oito mandados de busca em Barueri, Carapicuíba e Santana de Parnaíba.

Jannyze Dantas
Jannyze Dantas é assessora do Wilson Zuffa em Barueri (Reprodução)

Zuffa afirmou ainda que conhece a assessora há muitos anos e que mantém uma relação profissional de confiança com ela. “Respeito o trabalho da Polícia Civil e acredito que tudo será devidamente esclarecido pelas autoridades competentes. Não vou fazer julgamentos antecipados nem comentar detalhes de uma investigação que não acompanho”, disse.

Sobre a permanência no cargo, o vereador acrescentou: “Não considero adequado tomar uma decisão administrativa dessa natureza com ninguém com base apenas em especulações ou repercussões na imprensa. Caso surjam fatos concretos que exijam providências, serão avaliados com a devida responsabilidade”, garantiu.

Máfia do Caixão: veja detalhes da investigação

O inquérito apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, veículos e valores que serão analisados pela polícia.

A operação foi conduzida pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba. Segundo a corporação, as diligências foram autorizadas pela Justiça para reunir provas e indícios de autoria.

A nota assinada pelo delegado titular Fabiano Barbeiro não identifica as empresas investigadas, nem detalha o funcionamento do suposto esquema. Também não informa a realização de prisões.

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