Após 52 anos, Metrô de SP aposenta bilhete magnético em outubro

Passageiros têm até 31/10 para utilizar os bilhetes magnéticos. Após a data, acesso ao Metrô será feito por outras modalidades de pagamento.
Após 52 anos, Metrô de SP aposenta bilhete magnético em outubro
A partir de 1º de novembro, os cartões deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata (Divulgação/Governo do Estado de SP)

Após 52 anos, o Metrô de São Paulo deixará de aceitar bilhetes magnéticos do tipo Edmonson para acessarem as estações. Os passageiros têm até 31 de outubro para utilizar os tíquetes na rede metroferroviária da cidade de São Paulo.

A partir de 1º de novembro, os cartões deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Quem não utilizar os tíquetes até a data limite poderá fazer a substituição por passagens em formato QR Code até janeiro de 2027. Os locais e procedimentos para a troca serão informados pelo Metrô.

Segundo a companhia estadual, a retirada definitiva do bilhete de papel-cartão encerra um formato que acompanhou a expansão do sistema metroviário por décadas. A fabricação dos bilhetes tradicionais foi interrompida em 2021 e, desde então, o QR Code passou a ganhar espaço como principal alternativa para as viagens avulsas.

“Além de modernizar o acesso, a tecnologia simplifica a compra e a validação da passagem, reduz problemas de leitura dos bilhetes impressos e diminui a necessidade de produção, transporte e armazenamento de cartões físicos”, explicou o Metrô de São Paulo.

Com o fim dos bilhetes magnéticos, o acesso à rede segue disponível pelo Bilhete Único, pelo cartão TOP e pelo QR Code digital. A passagem também pode ser comprada antecipadamente pelo celular, por meio de aplicativo ou WhatsApp, e validada diretamente na tela do aparelho. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão de débito, cartão de crédito ou Pix.

Para quem prefere o atendimento presencial, continuam disponíveis nas bilheteiras os totens de autoatendimento nas estações.

No entanto, a companhia também não informou, até o momento, se o passageiro precisará emitir um novo cartão para substituir o bilhete magnético, nem como funcionará a restituição de eventuais valores ou créditos existentes nos bilhetes.

História do cartão do Metrô de SP

O encerramento marca a despedida do padrão Edmonson, nome dado em homenagem ao inglês Thomas Edmondson, que criou no século XIX bilhetes ferroviários de papel numerados. A bilhetagem começou a ser usada na estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra.

A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados.

Os bilhetes eram validados no momento da venda, permitindo maior controle da operação e das receitas das ferrovias. O sistema acabou sendo adotado por empresas ferroviárias de diferentes países.

Ao longo da história, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes (Divulgação/Governo do Estado de SP)

O formato foi adotado pelo Metrô de São Paulo desde 1974 e, posteriormente, ganhou a tecnologia magnética, considerada um dos principais avanços para a época.

Nas décadas seguintes, o pequeno cartão de 6,5 por 3 centímetros virou parte da rotina dos paulistanos e também ganhou espaço entre colecionadores. Ao longo da história, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes, em cerca de 30 edições diferentes.

A produção também passou por diferentes países. Os primeiros bilhetes magnéticos e os equipamentos usados para a leitura foram importados da França. Com a nacionalização do sistema, a fabricação passou para a Casa da Moeda e, posteriormente, para fornecedores na Argentina.

O modelo se soma a outros objetos que marcaram diferentes períodos da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas.

*com informações do portal de notícias G1.

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