O projeto da Linha 22-Marrom ganhou mais um capítulo. Seis grupos de engenharia entregaram propostas na concorrência para a elaboração do projeto básico da nova rota do Metrô, para conectar os municípios de Cotia, Osasco e São Paulo.
O escopo do trabalho prevê o detalhamento técnico do trecho compreendido entre o Terminal Cotia e a futura Estação Reserva Raposo, que integra o Lote 1. Já o Lote 2, que engloba o trecho até a estação Sumaré, ainda terá a sessão pública de recebimento de propostas. As informações foram divulgadas na segunda-feira (6).
Na disputa financeira pela Linha 22-Marrom, o Consórcio MNEPI 22 registrou o menor valor, propondo a execução por R$ 82,3 milhões. A maior oferta foi do Consórcio Sener-Setec-Systra-EgisTylin, que cobrou R$ 107,7 milhões.
Também participaram do certame o Consórcio Agência E-Hidroconsult-Bonin-SMZ, o Consórcio Engecorps e o Consórcio Projetista Linha 22 L1, este último sob liderança da ARX Brasil
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Com os projetos, o Metrô irá analisar os currículos e a experiência dos coordenadores indicados para as disciplinas como geotécnica, arquitetura, obras civis, via permanente, sistemas elétricos, sinalização, telecomunicações e modelagem BIM. Somente após essa etapa, será calculada a nota final de cada concorrente.
De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do empreendimento, a implantação completa da Linha 22-Marrom demandará um aporte total estimado em R$ 28,383 bilhões. Desse montante, a execução das obras civis concentrará o maior volume de capital, totalizando R$ 26,585 bilhões, enquanto os custos com as desapropriações de imóveis ao longo do traçado receberão um investimento de R$ 1,798 bilhão.
O planejamento estipula que a construção física de trilhos e estações terá início no ano de 2030, com previsão de entrega final para 2036. O período entre 2026 e 2032 será dedicado ao desenvolvimento dos projetos básicos, formatação das licitações e condução das desapropriações, fase esta que deve ser intensificada a partir de 2029.
Linha 22-Marrom: estações contarão com mais elevadores
O Metrô planeja adotar elevadores no lugar de escadas rolantes em parte da linha 22-Marrom. De acordo com o jornal Folha de SP, das 19 estações da futura linha, sete terão elevadores com capacidade para até 40 pessoas.
Outras duas, Hebraica-Rebouças e Sumaré, ambas na capital paulista, que integram a Linha 22-Marrom, deverão contar também com escadas rolantes.
Conforme o Metrô, baterias de elevadores de altas capacidade e velocidade, podem reduzir o tempo de deslocamento do mezanino, onde estão as catracas, à plataforma de embarque. Para a empresa, a escada rolante em espiral nos pisos, aumenta o tempo de viagem do passageiro.
No caso da estação Sumaré, por exemplo, que deverá ter quase 70 metros de profundidade, o deslocamento por elevador é estimado em 1min13, já considerando o tempo de espera pelo equipamento. Por escadas rolantes, o percurso médio calculado é de 4min42.
A mudança no projeto da Linha 22-Marrom, será feita em estações com ao menos 25 metros de profundidade. A decisão está diretamente relacionada à geografia do traçado. “À medida que a linha se afasta dos vales dos rios Pinheiros e Tietê, o terreno se torna mais irregular, exigindo estações mais profundas”, diz o Metrô.



Segundo o Metrô, com poucas escadas rolantes, a economia será maior (Divulgação/Governo do Estado de SP)
Outra justificativa é a economia de energia, que deve ser 90% menor com o uso de elevadores. Como eles ocupam menos espaços que as escadas rolantes, os poços das estações podem ser menores, o que reduz o custo da obra.
As portas abrirão dos dois lados em estações de maior demanda. Ainda de acordo com a Folha de SP, em um dos desenhos do projeto da estação Sumaré, há 16 elevadores lado a lado, em grupos de quatro, dispostos em um círculo. Isso, afirma o Metrô, ajuda a distribuir melhor o fluxo de pessoas.
Em outra planta, da estação Santa Maria, em Osasco, são oito, em um extremo do círculo do poço. Os equipamentos farão ligação direta do mezanino à plataforma de embarque ou desembarque. Mas poderão parar nos demais pisos em caso de pane.
Todas essas estações da linha 22-Marrom escadas como alternativa se os elevadores quebrarem ou falta de energia. A mudança, acredita a empresa estatal, ajudará a desestressar os passageiros.
Segundo o gerente de planejamento, em estações como Pinheiros e Luz, da linha 4-amarela, são formadas filas de pessoas que preferem usar os elevadores disponíveis do que encarar as escadas rolantes, devido às distâncias.
O Metrô instalará as baterias de elevadores em locais com fluxo de aproximadamente 5.000 passageiros por hora em cada sentido. Há locais cujo acesso será feito por elevador, por causa do desnível entre as extremidades. Esse é o caso da Terminal Cotia.
Conforme o gerente, a estatal analisou modelos adotados em metrôs de Barcelona, na Espanha, e de Nápoli, na Itália. Os elevadores da linha 22 terão capacidade para 14, 33 e 40 passageiros.
Com os elevadores, também há uma expectativa de redução do número de quedas de passageiros nas estações. Segundo dados da empresa, metade dos acidentes no metrô são em escadas rolantes.
*com informações dos portais Folha de SP, ViaTrolebus e Metrô CPTM.
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