Para especialistas, decisão de tarifa anunciada pelo presidente dos ETA, Donald Trump, é inesperada. Confira mais detalhes
Na quarta-feira (9), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o país norte-americano. A previsão de entrada em vigor da nova medida é 1º de agosto. As informações são do portal InfoMoney.
A decisão de Trump acabou surpreendendo o mercado, especialmente porque o Brasil havia sido inicialmente incluído em uma lista com tarifa de 10%, divulgada no Liberation Day, e ainda mantinha negociações para evitar uma elevação tarifária. Além disso, os Estados Unidos
O Governo brasileiro se manifestou por meio de nota (confira no final da reportagem).
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Parceiro comercial
Os Estados Unidos são, hoje, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por cerca de 12% das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da China, que concentra 29%. Embora as vendas para os EUA representem aproximadamente 2% do PIB do país, os setores mais dependentes desse mercado tendem a sentir com maior intensidade os efeitos de eventuais tarifas ou restrições comerciais.
Além disso, o superávit mantido pelos EUA na balança comercial com o Brasil normalmente reduziria a justificativa para medidas protecionistas contra o país. Especialistas acreditam que, no curto prazo, a decisão tende a gerar repercussões negativas sobre a bolsa brasileira, com impacto mais direto em empresas exportadoras.

Três pontos importantes
O InfoMoney levantou três desdobramentos que merecem atenção:
- Reação do governo brasileiro: o País pode retaliar elevando tarifas sobre importações americanas, o que elevaria os custos de produção para empresas brasileiras, especialmente em setores que dependem de máquinas, motores e equipamentos. Essa medida poderia pressionar a inflação local. Por outro lado, os EUA já sinalizaram que responderão proporcionalmente a possíveis retaliações;
- Negociações até 1º de agosto: o espaço para negociação permanece aberto, mas o tom político adotado na carta enviada pelo presidente Donald Trump ao governo brasileiro indica que o caminho para um acordo pode ser mais difícil; e
- Reprecificação de ativos: a medida pode levar a uma reavaliação dos ativos ligados ao setor externo, criando oportunidades pontuais para investidores que identificarem ativos excessivamente descontados.
Tarifa de 50%: governo se manifesta
O governo brasileiro enviou uma nota à imprensa em relação à tarifa de 50%. Confira, abaixo, o documento na íntegra:
“Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta quarta-feira (9), é importante ressaltar:
O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.
O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.
No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática.
No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira.
É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.
Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.
A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.”
Com informações do portal InfoMoney.
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