A investigação sobre o atentado a tiros contra o então prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio da Silva (Podemos), ocorrido durante a campanha eleitoral de 2024, ainda não identificou quem seriam os autores intelectuais do plano. A Polícia Civil de São Paulo concluiu dois inquéritos sobre o caso, mas os responsáveis por idealizar a ação não foram localizados.
O primeiro inquérito foi encerrado em fevereiro de 2025 e apontou que o atentado foi forjado. Segundo a investigação, o ataque teria sido planejado e executado por integrantes ligados ao grupo político do então prefeito e candidato à reeleição, com o objetivo de provocar repercussão na reta final da disputa eleitoral.
Apesar da estratégia, o resultado das urnas não foi alterado. Aprígio acabou derrotado pelo atual prefeito da cidade, Engenheiro Daniel (União), eleito com 66,27% dos votos válidos.
Com base nas apurações, o Ministério Público de São Paulo denunciou cinco homens por participação no episódio. Três foram apontados como executores dos disparos e dois como intermediários do esquema.
Na denúncia apresentada em 24 de março de 2025, o promotor Juliano Atoji acusou os três executores por quatro tentativas de homicídio com dolo eventual, além dos crimes de incêndio e adulteração de sinal identificador de veículo. Já os dois intermediários também foram denunciados pelas tentativas de homicídio, igualmente com dolo eventual.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, um segundo inquérito foi concluído em janeiro deste ano e encaminhado ao Ministério Público, que solicitou novas diligências para aprofundar a investigação. Mesmo com as novas etapas da apuração, a polícia ainda não conseguiu identificar quem teria idealizado o plano.
Taboão da Serra: ataque ocorreu antes do segundo turno
O episódio ocorreu em 18 de outubro de 2024, nove dias antes do segundo turno das eleições municipais. Na ocasião, o carro oficial em que estava José Aprígio foi alvo de disparos enquanto o então prefeito percorria bairros da cidade atingidos por fortes chuvas.



Na época, a prefeitura informou que um projétil havia atingido o ombro do político. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram Aprígio dentro do veículo após o ataque e, posteriormente, sendo socorrido em uma cadeira de rodas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, um veículo que passava pela Rodovia Régis Bittencourt efetuou disparos contra o carro oficial. O então prefeito foi encaminhado inicialmente à UPA Akira Tada, onde recebeu os primeiros atendimentos.
Depois, foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein. Aprígio recebeu alta hospitalar no dia 26 de outubro, véspera do segundo turno da eleição municipal.
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