O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou greve dos professores da rede estadual nesta quinta-feira (9) e sexta-feira (10). A decisão foi divulgada na quarta-feira (8).
O setor também marcou uma assembleia pública no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, na sexta, com o intuito de avaliar a continuidade do movimento.
Entre as reivindicações solicitadas pela categoria, estão: reajuste do piso salarial; abertura de classes noturnas no ensino regular e na Educação de Jovens e Adultos (EJA); além da convocação de mais professores concursados e a retirada do PL 1316/2025, enviado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado.
O projeto de Lei estabelece avaliações periódicas que podem remover compulsoriamente professores que não atingirem níveis satisfatórios. Além disso, a medida traz regras mais rígidas para faltas, transferência compulsória de docentes por interesse da administração, fim do recesso automático de dez dias, entre outras mudanças.
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Greve dos professores em São Paulo: outras reivindicações
Entre outras reivindicações feitas pela categoria estão o reajuste salarial e a aplicação correta da jornada do piso nacional, com 26 aulas em classe e 14 fora dela.
A substituição de aumentos reais por bonificações também é alvo de críticas por parte da categoria. Junto com a questão salarial, o grupo também exige a retirada do PL 1316, o fim da “plataformização” do ensino e critica o sistema de avaliação conhecido como “farol”.




Categoria pede convocação de mais professores concursados (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Os professores da rede estadual de São Paulo defendem ainda a equiparação salarial com outros profissionais de nível superior, conforme a meta 17 do Plano Nacional de Educação.
Durante discurso na Alesp, a deputada Professora Bebel (PT) disse que o PL afronta os direitos dos professores.
“Os professores não estão indo pras ruas nos dias 9 e 10 à toa. Eles estão indo porque eles estão sendo injustiçados. Não adianta falar em mudança e não alterar o projeto que está aí, que é um ataque frontal aos direitos dos profissionais da educação”, disse a parlamentar.
*Com informações da Revista Fórum e do portal Metrópoles
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