O segmento de shoppings centers no Brasil celebra um faturamento histórico. De acordo com os dados do Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, elaborado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o setor superou, pela primeira vez em sua trajetória, a barreira dos R$ 200 bilhões em faturamento, atingindo R$ 201 bilhões em vendas anuais. Esse valor representa elevação de 1,2% em relação a 2024.
Os dados revelam ainda que o shopping center se consolidou como um verdadeiro hub de conveniência. Além do varejo, as operações incluem serviços e conveniências, presentes em cerca de 90% dos empreendimentos. São serviços estéticos, academias e até clínicas médicas, além de outros formatos que ampliam a frequência e o vínculo com o público.
“Acompanhamos a tendência dos shoppings se consolidarem como espaços de convivência e oásis urbanos”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce, que complementa: “Essa capacidade de adaptação ágil, incorporando opções focadas em experiência, foi o que permitiu ao setor fechar 2025 com mais espaço na vida do brasileiro, mesmo diante de desafios econômicos”.
Um centro de compras instalado no município de Osasco é um dos maiores em do Brasil.
Shopping center de Osasco: top 10
Um levantamento da Abrasce lista os dez maiores shoppings por ABL (área bruta locável) em metros quadrados. Entre eles, em 3º lugar, está o Shopping União de Osasco, com ABL de 135.000. Confira, abaixo, a lista do top 10. Do total, seis estão instalados no Estado de São Paulo.
- Centro Comercial Aricanduva (São Paulo-SP) – ABL: 263.271
- Shopping Interlagos (São Paulo-SP) – ABL: 145.000
- Shopping União De Osasco (Osasco-SP) – ABL: 135.000
- Parque Dom Pedro (Campinas-SP) – ABL: 126.500
- Novo Shopping Center Ribeirão Preto (Ribetião Preto-SP) – ABL: 126.489
- Riomar Recife (Recife-PE) – ABL: 103.000
- Shopping RioMar Fortaleza (Fortaleza-CE) – ABL: 97.000
- Iguatemi Bosque (Fortaleza-CE) – ABL: 93.000
- Salvador Shopping (Salvador-BA) ABL: 90.442
- Litoral Plaza (Praia Grande-SP) ABL: 90.000

Radiografia de um setor em expansão
Os números do Censo ajudam a dimensionar a robustez dessa indústria:
● Capilaridade: São 658 shoppings em operação no Brasil, somando uma Área Bruta Locável (ABL) de 18,3 milhões de m², distribuídos por 253 cidades.
● Empregabilidade: O setor é um dos grandes motores da economia, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos, alta de 1% em relação ao ano anterior.
● Perfil dos empreendimentos: Mais de 60% dos centros de compras são de porte pequeno ou médio, enquanto os modelos especializados (como outlets e open malls) ganharam espaço, saltando de 13,8% para 16% de participação.
● Fluxo e atendimento: Mensalmente, mais de 471 milhões de pessoas circulam pelos empreendimentos.
● Taxa de ocupação: A vitalidade dos espaços físicos é comprovada pela ocupação média, que atingiu 95,4% em 2025.
A força da interiorização
O setor foi se transformando e novas dinâmicas ganhavam força, como a expansão acelerada dos shoppings para além das capitais. Os dados mostram que essa tendência se intensificou a partir de 2015, quando os empreendimentos estavam presentes em 196 municípios. Em 2020, esse número chegou a 226. Já em 2025, atingiu 253 cidades — expansão territorial de 29% em dez anos.
Atualmente, mais da metade dos centros de compras brasileiros já está localizada fora das capitais, transformando esses empreendimentos em polos de desenvolvimento socioeconômico regional. Regionalmente, o Sudeste manteve a liderança, respondendo por 57% do faturamento do setor, enquanto o Nordeste se destacou pela maior produtividade, com faturamento médio por shopping de R$ 350,4 milhões, acima da média nacional de R$ 305,3 milhões. Já o Norte despontou como importante fronteira de infraestrutura, liderando o aumento na média de vagas de estacionamento no país.
Perspectivas para 2026
A Abrasce prevê a inauguração de 11 novos centros de compras em 2026, com destaque para a região Sudeste, que deve receber seis novos empreendimentos. A projeção de crescimento para o segmento é de 1,4%. “O shopping do futuro é aquele que resolve a vida do consumidor em um só lugar, oferecendo segurança, entretenimento e, acima de tudo, conexão humana”, conclui Humai.

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