Com a taxa Selic em 15% ao ano no início de 2026 e um calendário carregado de eventos capazes de impactar a economia — como eleições, Copa do Mundo e o início da reforma tributária — a pergunta que fica é: o cenário da Selic é favorável para empreendedores que buscam crédito?
Indicadores macroeconômicos e análises de mercado apontam que sim. Mesmo diante de possíveis oscilações da Selic, há espaço para planejamento financeiro e contratação de empréstimos com condições mais estratégicas, especialmente para quem se antecipa aos movimentos do mercado.
Isso porque o crédito segue em ritmo de expansão no Brasil, inclusive para empresas. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que, no acumulado de 12 meses encerrados em outubro, o saldo de crédito para pessoas jurídicas cresceu 8,5% em relação ao período anterior, alcançando cerca de R$ 2,6 trilhões.
O avanço ocorre mesmo com a taxa média de juros em torno de 21% ao ano, aproximadamente cinco pontos percentuais acima da Selic. Para Gabriel Sousa, cofundador e CEO da M3 Lending, o patamar elevado da Selic pode, de fato, inibir o mercado de crédito nos primeiros meses de 2026. Ainda assim, a expectativa é de que o Banco Central do Brasil inicie uma redução gradual da taxa básica de juros, o que tende a melhorar o ambiente para novos financiamentos ao longo do ano.
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Taxa Selic
Segundo o Banco Central do Brasil, por meio do Boletim Focus, o mercado financeiro projeta uma redução gradual da taxa Selic para 12,25% ao ano até o fim de 2026. “Ainda é um patamar elevado, bem acima da inflação, que hoje gira em torno de 4%”, avalia Gabriel Sousa, CEO da M3 Lending.
A partir do 2º trimestre, com o avanço do calendário eleitoral — marcado pela definição de candidaturas e coligações —, Sousa destaca que o mercado deve reagir a declarações e alianças políticas. “O humor do mercado tende a oscilar, e isso acaba refletindo, em alguma medida, na economia real”, afirma.
Ainda assim, o executivo pondera que a solidez macroeconômica construída pelo Brasil nas últimas décadas torna o País menos vulnerável a movimentos abruptos. Soma-se a isso o fato de 2026 ser ano de Copa do Mundo, evento que tradicionalmente aquece setores como comércio e serviços, estimulando investimentos empresariais.
De acordo com projeções da Organização Mundial do Comércio, a Copa pode gerar um incremento de quase US$ 50 bilhões no PIB global. No Brasil, os efeitos costumam ser expressivos: em 2022, mais de R$ 2 bilhões foram movimentados apenas no comércio e no faturamento de bares e restaurantes, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Outro fator relevante para o horizonte econômico é o início da reforma tributária, cuja vigência começa em 2026 de forma gradual. As projeções do Ministério da Fazenda indicam um ganho potencial de até 10 pontos percentuais no PIB ao longo de 15 anos. “A reforma reduz a carga sobre o consumo e elimina a cumulatividade dos impostos ao longo da cadeia produtiva, por meio do crédito tributário”, explica Sousa.
Nesse cenário, a M3 Lending se posiciona como alternativa no mercado de crédito. A fintech utiliza tecnologia para conectar diretamente investidores e empresas tomadoras, eliminando intermediários bancários e reduzindo burocracia e custos. Com isso, oferece empréstimos com juros, em média, 22% menores do que os praticados pelo sistema financeiro tradicional.
Focada em pequenas e médias empresas, a M3 Lending encerrou 2025 com uma carteira de crédito superior a R$ 32 milhões, reforçando o papel das fintechs na ampliação do acesso ao crédito em um ambiente econômico em transformação.

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