O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) resgatado, após invadir uma casa em São Roque, foi devolvido à natureza. A ação ocorreu no domingo (30). O animal, um macho de oito anos, estava sob os cuidados do Núcleo da Floresta do município (Cras).
O trabalho foi realizado de forma conjunta por equipes da Prefeitura de São Roque, Guarda Civil Municipal (GCM), equipe de Meio Ambiente e o Núcleo da Floresta.
O animal, carinhosamente batizado de Tupã, foi solto em uma área de mata dentro do município, em local que não foi divulgado. Segundo a gestão executiva, a medida ocorreu para preservar a segurança do canídeo e garantir tranquilidade ao processo de readaptação.
Como foi o resgate do lobo-guará em São Roque



Há mais de dez anos não havia registros de resgate desta espécie em São Roque (Divulgação/Cras e Prefeitura de São Roque)
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O lobo-guará, um macho de aproximadamente oito anos, foi encontrado em uma propriedade particular no dia 25 de agosto, mobilizando rapidamente as equipes especializadas. Há mais de dez anos não havia registros de resgate desta espécie em São Roque, o que tornou a ocorrência ainda mais significativa.
“Fizemos uma avaliação física completa para identificar qualquer necessidade de tratamento. Felizmente, o Tupã apresentava apenas uma leve gastroenterite e, após alguns dias de cuidados, já estava pronto para retornar à natureza. Tudo ocorreu como planejado e foi muito emocionante vê-lo regressando ao seu ambiente natural, como deve ser”, destacou Rafael Mana, responsável pelo Núcleo da Floresta, organização que realiza o cuidado de animais silvestres no município e que foi a responsável pelo resgate, cuidado e soltura de Tupã.
Para a administração municipal de São Roque, o caso reforça a importância da preservação da fauna silvestre e do trabalho integrado entre o poder público e instituições especializadas. Por meio dessas ações, consegue-se que animais encontrados no município recebam atendimento adequado e, sempre que possível, possam retornar em segurança ao seu habitat.
Lobo-guará é símbolo do cerrado

Filhotes são filhos de Caju e Pitanga (Divulgação/Zoo de SP)
Maior canídeo da América do Sul, o lobo-guará é um dos principais símbolos do Cerrado brasileiro. Apesar do nome, não é um lobo nem uma raposa. Trata-se de uma linhagem única dentro da família dos canídeos, com características genéticas próprias.
As pernas longas, o focinho alongado e a pelagem avermelhada estão entre suas características mais marcantes. O termo “guará”, de origem tupi-guarani, significa “vermelho”, originando daí o nome do lobo-guará.
De hábitos onívoros, alimenta-se de frutos, plantas, insetos e pequenos vertebrados. A lobeira, fruto típico do Cerrado, é um dos principais componentes de sua dieta. A perda e a fragmentação do habitat, além dos atropelamentos em rodovias, estão entre as principais ameaças à sobrevivência da espécie na natureza.
No fim de julho, na capital paulista, o Zoológico de São Paulo apresentou três filhotes de lobo-guará. Os pequenos nasceram em 26 de maio desse ano e são filhos de Pitanga e Caju, casal que integra o programa de conservação da espécie desenvolvido pela unidade.
Esta é a segunda ninhada dos animais. A primeira nasceu em maio de 2025, quando o casal teve dois filhotes. Os pequenos deixaram a área técnica, onde permaneceram com a mãe e sob cuidados de biólogos e veterinários nas primeiras semanas de vida, e passaram a ocupar o recinto de visitação.
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