A busca por reposição hormonal tem aumentado entre homens e mulheres nos últimos anos, impulsionada pelo maior acesso à informação e pelo avanço dos estudos sobre saúde hormonal e longevidade. O tema, que antes era cercado de dúvidas e resistência, passou a ganhar espaço nos consultórios médicos, principalmente entre pacientes acima dos 40 anos.
Segundo o endocrinologista Dr. Madier Corrêa, a maior conscientização sobre os tratamentos contribuiu para o crescimento da procura. “Com um maior nível de consciência sobre eficácia e segurança da reposição hormonal, isso fez com que as pessoas tivessem mais interesse pelo assunto”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica estão cansaço frequente, indisposição, alterações no sono, baixa libido, ganho de peso e irregularidades menstruais nas mulheres.
De acordo com o especialista, os sintomas costumam aparecer com mais frequência a partir dos 35 anos. “A partir dos 35 anos, começamos a ter perda de massa óssea e muscular, e é onde normalmente começamos a perceber os primeiros sintomas”, explica.
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Mudanças hormonais impactam a qualidade de vida
As alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento podem afetar diretamente o bem-estar físico e emocional. Nas mulheres, a perimenopausa e a menopausa intensificam sintomas como fadiga, irritabilidade, perda de memória e dificuldades para dormir. Já nos homens, a redução dos níveis de testosterona pode provocar queda na disposição e na libido.
O médico também afirma que a reposição hormonal pode contribuir para a prevenção de problemas de saúde relacionados ao envelhecimento. “Ela melhora todas as questões da menopausa e andropausa (baixa de testosterona em homens), assim como protege contra doenças cardiovasculares e melhora nossa saúde óssea e muscular, isso contribui para uma vida mais longeva e saudável”, enfatiza.
Reposição hormonal exige avaliação individual
Apesar da popularização do tema nas redes sociais, o especialista alerta para os riscos de tratamentos sem acompanhamento médico e reforça que homens e mulheres possuem necessidades hormonais diferentes.
“É importante procurar um profissional, pois a reposição hormonal é completamente diferente. São doses diferentes, vias de reposição diferentes, níveis hormonais diferentes, homens e mulheres têm necessidades hormonais distintas e isso faz com que a reposição de cada um seja individualizada”, alerta.
Sobre as promessas divulgadas na internet, o médico Dr. Madier Corrêa recomenda cautela na escolha de profissionais. “Hoje, a internet dá voz para muita gente que sabe que não sabe do que está falando. Então, procure saber sobre o profissional. É necessário saber se ele se atualiza, se ele é especialista em reposição hormonal e se ele é médico de verdade”, destaca.
Os estudos mais recentes, segundo o endocrinologista, também ajudaram a derrubar antigos receios relacionados ao tratamento hormonal. “Os estudos mostram cada vez mais segurança na reposição e tiraram mitos como hormônio causa câncer e faz ter infarto”, afirma.
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