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Menopausa: a importância da reposição hormonal

Especialista de Alphaville fala sobre mitos e verdades que envolvem a menopausa
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Mais do que uma mudança hormonal, a menopausa é um período de transformações físicas e emocionais (Divulgação/Freepik)

A menopausa ainda gera muitas dúvidas. Cercada de mitos, essa fase natural da vida da mulher costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e marca o fim do ciclo menstrual. Mais do que uma mudança hormonal, é um período de transformações físicas e emocionais que merece informação, acolhimento e cuidado.

Além de causar muito fogacho (calor intenso e suor), insônia e secura vaginal, essa fase da vida da mulher pode trazer esquecimento, falta de concentração e atenção. Fadiga, falta de energia, irritabilidade, além de alterações de humor e lentidão nos pensamentos, também são sintomas desta fase.

O endocrinologista Madier Corrêa, especialista em emagrecimento e reposição hormonal, com consultório em Alphaville, Barueri, concedeu uma entrevista ao Jornal Giro para esclarecer dúvidas e desmistificar crenças sobre a menopausa e a reposição de hormônios.

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Menopausa: reposição hormonal

O endocrinologista Madier Corrêa destaca que a menopausa é uma etapa inevitável na vida da mulher e pode trazer impactos significativos à qualidade de vida. Segundo ele, mesmo quando os sintomas não são percebidos — situação considerada rara — a atenção à saúde hormonal é fundamental.

“Por mais que a mulher não sinta sintomas, o que é quase impossível, a reposição hormonal tem um papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame, que estão entre as principais causas de morte no Brasil. Caso não haja contraindicações, a reposição deve ser feita”, afirma o especialista, que acrescenta: “Com acompanhamento médico correto, a mulher 40+ tem muito a ganhar em qualidade de vida, bem-estar e também em longevidade.”

Mitos

Confira os principais mitos sobre a reposição de hormônios:

  • Repor hormônios causa câncer: já foi comprovado que não;
  • Minha mãe teve câncer de mama; logo, não posso repor: a contraindicação da reposição hormonal é quando a própria paciente teve a doença; não algum familiar. Isso vale também para casos de trombose; e
  • Vou repor hormônio e adquirir pelos e acne: não; se bem feita a reposição, este tipo de problema não surgirá; e
  • Posso engravidar repondo hormônios: falso. Na menopausa, a mulher deixa de ovular porque os ovários já não exercem mais sua função reprodutiva. Logo, a possibilidade de gravidez deixa de existir.
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Com acompanhamento médico correto, a mulher 40+ tem muito a ganhar em qualidade de vida (Divulgação/Freepik)

Como é feita a reposição?

Dr. Madier Corrêa ressalta que a melhor maneira de repor hormônios é utilizando pellets, pequenos tubinhos aplicados na região das costas subcutâneo, ou seja, bem embaixo da pele. “Este mecanismo vai, aos poucos, liberando a quantidade de hormônios necessária. Este método é muito eficiente, trazendo uma grande estabilidade hormonal, evitando picos”, explica ele.

Outra maneira menos eficaz é o uso de gel, aplicado sobre a pele, e ajudando na redução dos sintomas da menopausa.

Outras indicações

Atenção também à colesterol, glicemia, doenças cardíacas e também à saúde óssea, mulher na menopausa tem que fazer sempre densitometria óssea para ver como tá o seu osso, níveis de hormônios baixos enfraquecem o osso levando a possíveis fraturas futuras.

Além da reposição hormonal, o endocrinologista destaca que o cuidado com a saúde da mulher durante a menopausa deve ser amplo e contínuo. Segundo ele, é fundamental melhorar os níveis de vitaminas – D, B12 e C -, além dos minerais, como ferro, zinco, magnésio e cobre.

O médico também chama atenção para o monitoramento de indicadores importantes, como colesterol e glicemia, além da prevenção de doenças cardíacas, que tendem a se tornar mais frequentes após essa fase da vida.

Outro ponto essencial é o cuidado com a saúde óssea. “Mulheres na menopausa devem realizar regularmente o exame de Densitometria óssea para acompanhar a condição dos ossos. Isso porque a queda nos níveis hormonais pode enfraquecer a estrutura óssea e aumentar o risco de fraturas no futuro”, enfatiza ele.

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Dr. Madier Correia, endocrinologista especialista em emagrecimento e reposição hormonal (Arquivo pessoal)

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