Especialista explica que processo exige um novo crédito para o imóvel, além de análise por parte da instituição financeira. Veja mais
Você financiou o seu imóvel, mas, por questões financeiras, mudança de país ou outro motivo, precisa repassar esse financiamento. E agora? Apesar de parecer complicado, o processo é possível, exigindo alguns cuidados e etapas importantes.
O primeiro passo é ser transparente com o comprador: informe que o imóvel está financiado. A parti daí, ele tem duas opções. Uma delas é quitar o financiamento atual e, então, transferir a propriedade para o seu nome. Caso não tenha esse valor, assumir a dívida. “É importante ressaltar que não é feita uma simples transferência de financiamento de uma pessoa para outra. O comprador precisa fazer um novo crédito imobiliário em seu nome para a quitação do anterior”, explica Luciano Ramos, sócio da Cred Finance Imóveis.
Para este processo, será feita uma análise crédito e aprovação, ou não, pela instituição financeira. “Nesta etapa, o banco irá avaliar: renda mensal, capacidade de pagamento do comprador, idade do comprador, entre outras questões”, afirma Ramos.
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Resumindo: ao repassar um imóvel financiado, é importante saber que não há uma simples transferência da alienação fiduciária. O que ocorre é o cancelamento da alienação atual e a criação de uma nova, vinculada ao novo comprador.
Mas o que é alienação fiduciária? É uma forma de garantia usada em financiamentos. Quando o comprador adquire um imóvel ou veículo financiado, a propriedade legal fica com a instituição financeira até que a dívida seja totalmente quitada. Ou seja, o comprador pode usar o bem, mas ele só se torna realmente seu quando o financiamento for pago por completo.
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Imóvel: dicas
O especialista dá algumas dicas para quem está comprando um imóvel ou pensando em vender uma propriedade financiada:
– Verifique qual a situação dos documentos deste imóvel.
– Faça uma análise de crédito em outro banco antes de dar qualquer valor de entrada para o vendedor.
– Procure um profissional credenciado para ajudar – vale tanto para o vendedor quanto para o comprador – a fazer esse processo. Este profissional fará análise de documentação, além de aprovação de crédito, para saber qual a melhor condição para o cliente.
– Leia atentamente as cláusulas do contrato para conferir os produtos que são obrigatórios de contratação, os seguros patrimoniais, seguros de vida, etc.
– Verifique se há uma cláusula dizendo que se você não conseguir pagar o financiamento, você consegue portabilizar a propriedade para outro banco.
– Fique atento ao tipo de taxa especificada de juros no contrato. Normalmente, os financiamentos imobiliários são feitos com taxa pré-fixada, definida no momento da contratação do financiamento, permanecendo ao longo de todo o período do contrato, independentemente das flutuações do mercado. Já as taxas pós-fixadas variam de acordo com um índice de referência, como a Selic e o IPCA (inflação), com as parcelas podendo mudar ao longo do tempo, de acordo com as oscilações do mercado. Não é possível mudar de taxa pré-fixada para pós-fixada e vice-versa.
É momento para comprar um imóvel?
Um ponto que merece atenção na hora de aquirir um imóvel é o cenário atual de juros. A taxa Selic está em 15% – uma das mais altas desde 2006 – e isso impacta diretamente os financiamentos imobiliários.
Segundo Luciano Ramos, quando os juros estão elevados, como agora, a concessão de crédito fica mais difícil. “Os bancos que antes financiavam até 90% do valor do imóvel, hoje têm sido mais cautelosos. A maioria está aprovando apenas 70%, exigindo que o comprador dê uma entrada de 30%”, finaliza o especialista.
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