Quase 500 motoristas são pegos na lei seca

Por HAYDEE RIBEIRO • Dirigir embriagado equivale a sete pontos na CNH.

A Fiscalização da Lei Seca no Estado de São Paulo bateu recorde em 2018. Dados do Programa Direção Segura, do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), mostram que 89.965 mil veículos foram fiscalizados no ano passado, 605% a mais que em 2013 e quase 16% a mais que 2017. Mas as autuações caíram: 4.684 no ano passado, queda de 9% em relação a 2017. 

Nas cidades da região Oeste, o número é parecido. O Comando de Policiamento de Área Metropolitana 8, responsável pela região, informa que a variação não ultrapassa em 10%, considerando-se o comparativo anual de 2017 e 2018.

As cidades tiveram variáveis nos últimos três primeiros trimestres (2017, 2018 e 2019), relativo a multas.

Em Barueri, Carapicuíba e Cotia, as autuações caíram no primeiro trimestre de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018. Já em Itapevi, Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba, as multas aumentaram.
Comparando o ano inteiro de 2017 com o de 2018, o número de multas diminuiu em Santana de Parnaíba (134 x 132), Barueri (279 x 253) e Carapicuíba (292 x 269).

O Comando de policiamento de Área Metropolitana 8 realiza ações preventivas de fiscalização de condutores e veículos. Os números apresentados nesta reportagem referem-se às ações de cada Batalhão e as operações do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e do Comando de Policiamento Rodoviário (CPR).

A Polícia Militar afirma que efetua fiscalização rotineira, executando semanalmente as operações denominada Direção Segura, com bloqueio de via e uso de etilômetros, notadamente em noites de finais de semana ou de feriados, em vias de grande circulação, próximo a bairros com maior concentração de bares e de vida noturna.

Multa parte de R$ 3 mil

A penalidade por dirigir embriagado é multa gravíssima (7 pontos) e o motorista desembolsa R$ 2.934,70 e tem a carteira de habilitação suspensa por 1 ano. Em caso de reincidência em 12 meses, a multa dobra. O motorista pode recorrer.

Quem se recusa a fazer o teste do bafômetro recebe a mesma punição. O motorista flagrado com alto índice de alcoolemia – 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido – comete ainda crime de trânsito, com pena de 6 meses a 3 anos de prisão. A pena para homicídio culposo em acidente que envolva álcool e droga é de 5 a 8 anos de detenção. Já lesão corporal grave ou gravíssima, de 2 a 5 anos.