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Preço dos medicamentos aumenta até 4,5% a partir de hoje (31)

O percentual não é um aumento automático nos preços dos medicamentos, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Veja os detalhes
Esse percentual não representa um aumento automático nos preços, mas sim uma definição do teto permitido para o reajuste (Marcello Casal Jr / Agência Brasil / Divulgação)

O percentual não é um aumento automático nos preços dos medicamentos, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Veja os detalhes

A partir deste domingo, 31 de março, os preços dos medicamentos em todo o país sofrerão um reajuste de até 4,5%. Essa medida foi estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e publicada no Diário Oficial da União. O percentual de 4,5% funciona como um teto, ou seja, um valor máximo para o aumento dos preços. O anúncio foi feito ao Ministério da Saúde na sexta-feira (29/3).

O aumento percentual, o mais baixo desde 2020, poderá entrar em vigor a partir de segunda-feira, 1º de abril e não acarreta automaticamente em ajuste.

Segundo o Ministério da Saúde, para chegar ao índice, a CMED observa fatores como a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado, conforme determina o cálculo definido desde 2005.

Panorama do setor

De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, a venda de medicamentos no Brasil gerou um faturamento de R$ 131,2 bilhões em 2022. Naquele ano, foram identificados 4.748 produtos cadastrados e em comercialização no país.

Preço dos medicamentos aumenta até 4,5% a partir de hoje (31)
Eurofarma, em Itapevi, uma das maiores indústrias farmacêuticas do país (Uelson Henkell / Jornal GIRO)

Desses, 40,9% eram medicamentos genéricos e 29,1% eram similares. Portanto, similares e genéricos corresponderam a 70% do total de unidades comercializadas no mesmo ano.

Os medicamentos novos apresentaram maior representatividade no mercado, somando mais de R$ 43,2 bilhões (33,9% do total), seguidos pelos medicamentos biológicos, que acumularam mais de R$ 34 bilhões (25,9% do total).

Os medicamentos similares alcançaram a terceira posição, com um faturamento de R$ 24,9 bilhões (19% do total), enquanto os genéricos acumularam um faturamento de R$ 19,9 bilhões (15,1% do total).

Quais são os medicamentos mais comercializados no Brasil?

Preço dos medicamentos aumenta até 4,5% a partir de hoje (31)
A indústria de medicamentos movimenta mais de R$ 130 bilhões no Brasil (Arquivo / Agência Brasil / Divulgação)

A seguir, acompanhe a lista dos medicamentos mais vendidos no Brasil em 2022, publicado pelo Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico:

  1. Cloridrato de sódio: também conhecido como cloreto de sódio ou sal de mesa, é utilizado para repor sódio no organismo e tratar casos de desidratação causados por condições como diarreia ou vômitos.
  2. Losartana potássica: medicamento utilizado para tratar hipertensão arterial.
  3. Cloridrato de metformina: usado no tratamento de diabetes tipo 2.
  4. Dipirona: analgésico e antitérmico.
  5. Nimesulida: anti-inflamatório não esteroidal.
  6. Ibuprofeno: outro anti-inflamatório com propriedades analgésicas.
  7. Paracetamol: medicamento com ação analgésica e antitérmica.
  8. Cloridrato de Nafazolina: utilizado em colírios para aliviar sintomas de alergias oculares.

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