Especialistas do setor ressaltam quando haverá expectativa de queda no preço da iguaria, que elevou 98,4% em um ano e meio, segundo IPCA
Você tomou um café expresso hoje? Em algumas padarias, o preço de um simples cafezinho pode chegar a R$ 10 ou mais. Assustado com os valores cobrados, o consumidor começa a diminuir o número de xícaras por dia. Mas, quando será que o preço vai cair? Segundo especialistas entrevistados pelo portal UOL, uma perspectiva de queda deve ficar apenas para 2026.
Vamos relembrar alguns acontecimentos. O grão do café torrado e moído saltou 98,4% em apenas um ano e meio, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Plano (IPCA), variação acumulada desde janeiro de 2024, que registrou 17 altas consecutivas. Somente em maio, o aumento dos preços nas gôndolas foi de 4,6%.
Consequentemente, com a alta dos preços, as compras da iguaria caíram 16% em abril em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
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Preço do café: o que tem causado o aumento
De acordo com especialistas, entre os fatores que contribuíram para este cenário estão as mudanças climáticas nas principais regiões produtoras. Secas prolongadas ou chuvas intensas no período de florada, limitaram a oferta. Na questão logísticas, custos elevados de frete e atrasos no transporte também influenciaram a alta do café. Outro fator são as incertezas no cenário geopolítico, que contribuem para a variação de preços em diversos países.
Somado a isso está o avanço em mercados internacionais. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o consumo na China passou de 231 mil sacas de 60 kg em 2002 para 2,8 milhões em 2022.

Mas, o valor vai cair?
Uma queda considerável nos preços do café continua incerta. “Correções pontuais são possíveis nos próximos meses, mas um retorno aos níveis historicamente normais pode não acontecer antes de 2026 – se acontecer”, afirma Vanusia Nogueira, diretora-executiva da OIC, na reportagem do UOL.
A redução dos preços envolve, principalmente, as colheitas no Brasil e no Vietnã, os dois maiores produtores de café do mundo. “Se o clima colaborar e as condições logísticas continuarem melhorando, podemos ver uma redução gradual”, destaca Vanusia.
O alívio no bolso pode começar a ser sentido no 2º semestre. As floradas de setembro e outubro de 2025 precisam ser favoráveis e as colheitas de 2026 se confirmar boas. Porém, a queda nos preços pode ser temporária, já que os custos estruturais devem permanecer elevados.
É importante ressaltar que há uma nova realidade na cadeia de produção do café. À rotina dos cafeicultores se incorporaram exigências do mercado, como rastreabilidade, certificações, métodos sustentáveis e a adaptação às mudanças climáticas. Consequentemente, todos estes fatores encarecem a produção.
Com informações do portal UOL.
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