As concessionárias do transporte público de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Cotia, entre outras cidades que compõem a região Oeste da Grande São Paulo ameaçam paralisar os serviços, caso não haja subsídio do governo federal para custear gratuidades, após consecutivos aumentos no combustível. O subsídio, segundo as empresas, é necessário para repor o aumento dos custos para manter o serviço.
Em dois anos, os preços dos combustíveis ficaram até 60% mais caros para os brasileiros. Isso dá quase quatro vezes a inflação oficial acumulada do período, de 4,52% em 2021 e 10,06% em 2022, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na região, o último reajuste no preço da passagem aconteceu em 1º de janeiro de 2019, quando a tarifa subiu de R$ 4,35 para os atuais R$ 4,50. A região não teve aumento em 2020, 2021 e em 2022. Agora, inevitavelmente, pela falta do subsídio do governo federal, poderá ser reajustada na próxima semana.
Para as empresas, o preço da passagem de ônibus em Osasco deveria ser de até R$ 6,94 para compor os parâmetros previstos no contrato de concessão para operação do transporte.
Luta pelo subsídio
Em novembro do ano passado, prefeitos da região estiveram em Brasília para cobrar a redução nos valores dos combustíveis. A solicitação foi feita a integrantes da equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os prefeitos que participaram o encontro estavam: Danilo Joan (PSD/Cajamar), Igor Soares (Pode/Itapevi) e Marcos Neves (PSDB/Carapicuíba).
Ainda em novembro passado, o “coro de prefeitos” solicitando redução no valor dos combustíveis foi engrossado pelo prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) que esteve em Brasília juntamente com a Frente Nacional dos Prefeitos para reivindicar aos governos estadual e federal subsídios para o transporte coletivo das cidades.
“Devido aos consecutivos aumentos da gasolina e do diesel este ano, prefeitos de todo o Brasil estão unidos e reunidos neste momento para solicitarem aos governos federal e estadual, subsídios para o Transporte Coletivo das Cidades. Se isso não acontecer, as empresas de ônibus poderão aplicar reajustes de até 50% na tarifa, já que estão há 3 anos sem reajuste”, apontou na época.







