Osasco: sem subsídio federal para custear combustível, empresas de ônibus ameaçam paralisação

Tarifa deve sofrer reajuste na próxima semana, já que não houve liberação de recursos do governo federal. Empresas defendem que tarifa seja de R$ 6,94
Segundo o IBGE, Osasco tem população estimada de 701.428 pessoas (Reinaldo Vaz/Giro S/A)

As concessionárias do transporte público de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Cotia, entre outras cidades que compõem a região Oeste da Grande São Paulo ameaçam paralisar os serviços, caso não haja subsídio do governo federal para custear gratuidades, após consecutivos aumentos no combustível. O subsídio, segundo as empresas, é necessário para repor o aumento dos custos para manter o serviço.

Em dois anos, os preços dos combustíveis ficaram até 60% mais caros para os brasileiros. Isso dá quase quatro vezes a inflação oficial acumulada do período, de 4,52% em 2021 e 10,06% em 2022, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na região, o último reajuste no preço da passagem aconteceu em 1º de janeiro de 2019, quando a tarifa subiu de R$ 4,35 para os atuais R$ 4,50. A região não teve aumento em 2020, 2021 e em 2022. Agora, inevitavelmente, pela falta do subsídio do governo federal, poderá ser reajustada na próxima semana.

Para as empresas, o preço da passagem de ônibus em Osasco deveria ser de até R$ 6,94 para compor os parâmetros previstos no contrato de concessão para operação do transporte.

Luta pelo subsídio
Em novembro do ano passado, prefeitos da região estiveram em Brasília para cobrar a redução nos valores dos combustíveis. A solicitação foi feita a integrantes da equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os prefeitos que participaram o encontro estavam: Danilo Joan (PSD/Cajamar), Igor Soares (Pode/Itapevi) e Marcos Neves (PSDB/Carapicuíba).

Ainda em novembro passado, o “coro de prefeitos” solicitando redução no valor dos combustíveis foi engrossado pelo prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) que esteve em Brasília juntamente com a Frente Nacional dos Prefeitos para reivindicar aos governos estadual e federal subsídios para o transporte coletivo das cidades.

“Devido aos consecutivos aumentos da gasolina e do diesel este ano, prefeitos de todo o Brasil estão unidos e reunidos neste momento para solicitarem aos governos federal e estadual, subsídios para o Transporte Coletivo das Cidades. Se isso não acontecer, as empresas de ônibus poderão aplicar reajustes de até 50% na tarifa, já que estão há 3 anos sem reajuste”, apontou na época.