Mais de 41 milhões de pessoas são obesas no País, segundo o Ministério da Saúde. Um a cada cinco brasileiros sofre com a obesidade. Além de ser fator de risco para câncer, hipertensão e diabetes, a obesidade pode impactar em 5,5% do PIB nacional entre 2020 e 2050, devido aos gastos com as doenças. “Há aumento nos gastos públicos em saúde e perda de produtividade já que o doente trabalha menos. E recursos de outras áreas, como infraestrutura, são desviados para a saúde”, ressalta Ulisses Ruiz de Gamboa, professor e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.
Mais de 41 milhões de pessoas são obesas no País, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso significa que um a cada cinco brasileiros sofre com a obesidade, estando apenas atrás do cigarro em casos de mortes evitáveis no mundo. Além de representar fator de risco para alguns tipos de câncer, hipertensão e diabetes, a obesidade pode impactar em 5,5% do PIB nacional entre 2020 e 2050, devido aos gastos com as doenças. “Há aumento nos gastos públicos em saúde e perda de produtividade já que o doente trabalha menos. E recursos de outras áreas, como infraestrutura, são desviados para a saúde”, ressalta Ulisses Ruiz de Gamboa, professor e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.
Os dados do Ministério da Saúde são reforçados por um estudo da organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as 36 nações mais
ricas. O número de obesos no País cresceu em um ritmo maior do que nos países ricos. A proporção de obesos na população adulta saltou de 12,7% para 22,1% em 10 anos. A média nos países da OCDE está em 23,2%.
A taxa de obesidade dos adultos na OCDE passou de 21% em 2010 para 24% em 2016, ou seja, 50 milhões a mais de pessoas. Em 2016, a obesidade afetou 28,9% dos adultos no México, 28,3% na Argentina, 28% no Chile e 23,8% na Espanha.
A obesidade reduz a expectativa de vida e custa caro, mas vale a pena investir em campanhas para evitá-la, segundo relatório da organização. “As campanhas são essenciais para a prevenção. É mais barato prevenir”, afirma Gamboa. O excesso de peso representa 70% dos custos dos tratamentos para diabetes, 23% daqueles para doenças cardiovasculares e 9% para o câncer nos 36 países.
Os Estados Unidos destinam 14% do seu orçamento para o problema do sobrepeso e doenças cardiovasculares. Isso significa US$ 645 per capita por ano. Já o México e a Espanha, 9% e 10%, respectivamente. A OCDE recomenda reduzir 20% da ingestão calórica contida em alimentos ricos em açúcar, sal e gordura saturada. Essa quantidade poderia impedir 1,1 milhão de casos de doenças crônicas por ano, com uma economia de US$ 13,2 bilhões anualmente e aumento de 0,5% do PIB.






