Até o dia 10 de dezembro, as prefeituras terão que adotar o sistema de prontuário eletrônico em suas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), segundo determinação do Ministério da Saúde (MS). Na região, Itapevi e Santana de Parnaíba ainda não possuem o programa. Barueri, Osasco e Cotia utilizam um sistema próprio informatizado. As informações foram fornecidas pelo MS. No Brasil, 1.860 municípios já se adequaram. A cidade que encontrar dificuldade deverá reportar ao Ministério, que fará análise. A plataforma digital permite o acompanhamento do histórico médico do paciente em todas as UBSs.
Em Osasco, o sistema funciona desde 2005 e possui cadastros de profissionais e estabelecimentos de saúde, histórico do usuário (paciente), controle de agendas, gerenciamento de estoque (medicamentos, vacinas e insumos), entre outros dados. Na cidade de Cotia, o módulo possui variações, “mas se refere basicamente ao prontuário e cadastro do paciente disponibilizado via sistema, em que o profissional de saúde irá evoluir suas considerações e condutas, segundo a prefeitura”. A administração de Barueri não retornou até o fechamento da edição.
O ESPECIALISTA
Para o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rodrigo Lima, a medida é positiva, mas os municípios não devem dar conta disso. “É mais uma regra que se cria e vai se descumprir, ainda mais por ser final de gestão. O problema é que essa iniciativa já tem mais de três anos e eles têm dificuldade de conectar os dados à internet, entre outras questões. Parece que o ministro não conhece a realidade das cidades. É difícil até telefone nas UBs, que dirá internet”, explicou.






