A Câmara de Carapicuíba foi o local escolhido, pelo o MNU (Movimento Negro Unificado Sessão Carapicuíba), com apoio do Compir – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, para sediar um grande evento pela passagem do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (25 de julho) e também do Dia Nacional de Tereza de Benguela, por suas ações nas lutas e conquistas inerentes à questão racial. A sessão que agendada para as 19h, do dia 25, reunirá mulheres negras e outros convidados de Barueri, Itapevi, Jandira e Santana de Parnaíba.
O encontro contará com algumas palestras: a professora Analu Silva Souza com o tema “Mulheres Negras que falam e escrevem desde sempre e sempre”; a Professora Marcia Ribeiro com o tema “A Mulher Negra e a educação antirracista; a professora e Yalorixá Maria Izabel Mendes falará sobre “A resistência da Mulher Negra na religião”; e a advogada Dra. Mayara Gonçalvez da Silva discorrerá sobre “Os direitos da Mulher Negra”.
Ainda durante o evento haverá uma fala do grupo carapicuibano de artesãs “Rendeiras da Aldeia” que fazem parte de uma das ações do Núcleo de Estudos e Criação da Indumentária e Figurino Brasileiro da Oca Escola Cultural. A grande homenageada da noite será a “Cantadeira” e Mestre da Congada de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, Divina Daniel das Dores a, “Tia Divina”. A apresentação será feita pela jornalista Maria Adélia Santos.
Dia 25 de julho
Segundo do Senado Federal, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, nasceu em 1992, ano do 1º encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingos, na República Dominicana, que além de propor a união entre essas mulheres, visava também denunciar o racismo e machismo enfrentados por mulheres negras, não só nas Américas, mas também em todo o mundo.
Nessa mesma data, aqui no Brasil se comemora o Dia Nacional de Tereza de Benguela e a data foi sancionada pela Lei nº 12.987/2014. Tereza de Benguela foi uma líder do quilombo Quaritere, e viveu no século XVIII. Depois da morte do companheiro José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e através de sua liderança resistiram à escravidão por duas décadas até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças do governador da capitania do Mato Grosso, Luiz Pinto de Souza Coutinho.A data é um marco na luta contra o racismo e uma oportunidade para trazer este tema à tona, pois os dados sobre violência e desigualdade demonstram a realidade que atinge massivamente a população negra, principalmente mulheres.






