Erros no preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) ainda levam milhares de contribuintes à malha fina da Receita Federal todos os anos. Segundo o professor de Contabilidade da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Alphaville, José Raimundo Lima, a principal falha está na omissão de rendimentos, especialmente aqueles provenientes de fontes que não têm retenção direta na fonte.
De acordo com o especialista, receitas vindas de pessoas físicas, como aluguéis ou trabalhos autônomos, costumam ser esquecidas. “Deixar de declarar receitas de fontes de pessoas físicas e trabalhos freelancers é um dos erros mais comuns”, afirma o especilista.
Outro ponto que frequentemente gera inconsistências é a evolução patrimonial. A Receita cruza as informações declaradas e verifica se o crescimento do patrimônio é compatível com os rendimentos informados. “Quando a evolução do patrimônio não corresponde com as receitas do ano, é sinal de que há rendimentos não declarados ou incompatibilidade com os gastos”, explica.
Omissão de rendimentos segue como principal problema
Embora existam diferentes tipos de erros, a omissão de rendimentos continua sendo o principal motivo para retenção da declaração. Segundo José Raimundo Lima, isso ocorre principalmente em relação a valores recebidos de pessoas jurídicas, que já são informados à Receita por meio de obrigações acessórias.
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“O principal problema é deixar de declarar receitas de pessoas jurídicas, já que essas informações são repassadas ao fisco por meio da DIRF ou Reinf”, destaca.
Atenção às deduções e dependentes
As despesas médicas e outras deduções também exigem cuidado. O contribuinte precisa ter documentação que comprove os valores informados. “É fundamental guardar recibos e comprovantes por pelo menos cinco anos”, orienta o professor.
Já em relação aos dependentes, erros ainda são frequentes. Isso porque a Receita cruza o CPF informado com dados financeiros vinculados àquela pessoa. “Se o dependente tiver renda própria ou movimentações como resgate de previdência, essas informações precisam estar compatíveis na declaração”, explica.
Além dos rendimentos, há outros dados que não podem ser deixados de lado. Operações como venda de imóveis e veículos, por exemplo, devem ser declaradas corretamente. “Ganhos de capital precisam ser informados, assim como o preenchimento do GCAP, para evitar problemas futuros”, afirma.
Como evitar a malha fina
Para reduzir o risco de inconsistências, a recomendação é utilizar a declaração pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal e revisar todas as informações. “O contribuinte deve conferir e ajustar os dados com base nos documentos que possui”, orienta.
Caso a declaração já tenha sido enviada com erro, a retificação é o caminho mais indicado. “Quem caiu na malha fina deve conferir e corrigir a declaração quanto antes. Antecipar-se pode evitar multas maiores”, conclui José Raimundo Lima.
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