Maior renda está utilizando mais o transporte coletivo

Combinação de ônibus com metrô, entre outros, cresceu 4% em 10 anos, mostra pesquisa​
Victor Souza utiliza desde 2014 ônibus e metrô para SP – Foto: Edivaldo Santana/GIRO S/A

Trocar o carro por coletivos é opção de moradores da região para fugir do estresse do trânsito. A pesquisa Origem e Destino 2017, da Companhia do Metropolitano de São Paulo, constatou que a maior faixa de renda da Região Metropolitana está utilizando mais transporte público, principalmente para trabalhar, seguido de deslocamento para estudo. Essa participação aumentou de 20,2% em 2007 para 24,2% em 2017. Já o modo coletivo diminuiu participação em viagens nas faixas de renda mais baixas.

Victor Souza, criador de conteúdo, pega ônibus executivo em Alphaville e segue à capital, onde usa o Metrô para a zona norte. “Prefiro o transporte público porque não gosto de dirigir e acho o carro uma despesa excessiva a longo prazo“, afirma Souza.

Eliane da Rosa Dalpizol também pega ônibus executivo na região de Alphaville e, na capital paulistana, ônibus. “Já fui de carro, mas gasto o dobro. Além do estresse do trânsito”, diz Eliane, que leva 50 minutos para ir ao trabalho e cerca de 1h e meia para retornar.

Já o empresário Adrian Bevilacqua deixa o carro próximo à estação de trem de Barueri. Ele pega o trem e segue até o metrô com destino à zona leste de São Paulo.

A analista de sistemas Cláudia Giglio utiliza transporte público há seis anos. “Além da vantagem financeira, não tem o desgaste do carro e consigo descansar e ler”, diz Cláudia. Na ida, seu filho a leva até o ponto de ônibus. Na volta, ela pega mais um ônibus até em casa. Quando tem mais pressa, utiliza o transporte por aplicativo, que cresceu o uso.

Segundo Luiz Vicente, engenheiro e especialista em Trânsito e Tráfego da Universidade Mackenzie Campinas, a grande oferta aumentou a utilização de transporte público. “Quem tem fácil acesso aos terminais e corredores de ônibus acaba optando por ônibus, metrô e trem. E em alguns há a integração”, destaca Vicente.