A mobilidade urbana é um dos maiores desafios que as cidades da Região Oeste da Grande São Paulo têm enfrentado. Com a expansão da rede de metrô em São Paulo, cidades como Taboão da Serra, Cotia, Osasco e a capital terão melhoria do transporte público.
Após a assinatura do contrato de concessão no final de 2025, os trabalhos da Linha 4-Amarela iniciaram com a montagem de canteiros, com escavações de túneis previstas para fevereiro de 2026. A expansão será da Estação Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo, e contará com duas novas paradas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra.
Já na Linha 22-Marrom do Metrô, projeto que prevê a ligação entre as cidades de Cotia e Osasco com a capital paulista, o órgão deu início aos preparativos para as desapropriações necessárias à implantação da rota.
As informações foram divulgadas no último dia 15 de janeiro. O Metrô de São Paulo assinou contrato com a empresa CTA Consultoria Técnica e Assessoria, para a realização de estudos técnicos voltados à análise de áreas que deverão ser expropriadas para a implantação da Linha 22-Marrom. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de seis meses.
Enquanto na Linha 20-Rosa, rota que conectará a região da Lapa, em São Paulo, ao ABC Paulista, no fim de janeiro, o Governo do Estado notificou imóveis em Pinheiros e na Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista. Os avisos informam a possibilidade de desapropriação após definição do traçado da nova linha do Metrô.
Linha 04 do Metrô: mais detalhes da obra


A previsão de conclusão é de 48 a 64 meses (Divulgação/Governo do Estado de SP)
Além dos detalhes das escavações, EGTC Infra, empresa líder do Consórcio Expresso Linha 4, firmou contrato para a execução da extensão de 3,3 quilômetros da rota. A obra será realizada para a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação da linha e integrante da plataforma de trilhos da Motiva.
Em setembro do ano passado, foi assinado o termo aditivo entre o Governo Estadual e o a concessionária para as obras de expansão da linha até o município de Taboão da Serra. O investimento total para implantação da extensão será de R$ 4,04 bilhões, com geração de mais de 3,7 mil empregos.
O valor inclui toda a parte de obra civil nos 3,3 km de via que irão conectar a estação Vila Sônia às futuras estações Chácara do Jockey e Taboão da Serra.
O projeto também prevê a construção de uma subestação de energia, implantação de sistemas operacionais e a compra de seis novos trens. A previsão de conclusão é de 48 a 64 meses.
A nova ligação terá integração com transporte coletivo nos terminais de ônibus existentes, como Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Butantã e o Terminal Taboão da Serra, além de acessos na Av. Monsenhor Manfredo Leite e Corredor Av. Prof. Francisco Morato. A extensão deve incluir mais de 50 mil novos passageiros por dia no transporte público por trilhos.
O Termo Aditivo assinado formalizou também a prorrogação da concessão, em contrapartida aos novos investimentos para expansão da linha metroviária, incluindo o aporte de recursos por meio de recursos do Estado e de financiamento com o Banco Mundial, totalizando aproximadamente R$ 3 bilhões.
Os recursos serão destinados ao pagamento de despesas, como: obras civis, sistemas, obras subterrâneas e trens. A contratação seguirá diretrizes internacionais de anticorrupção, aquisições e reassentamento, alinhadas às normas do Banco.
Já a concessionária ViaQuatro investirá cerca de R$ 1 bilhão no projeto. Devido ao volume de investimento, o aditivo estende o prazo de concessão em 20 anos. A Agência Reguladora de Transportes do Estado (Artesp) será responsável pela fiscalização e o acompanhamento de cada etapa da obra.
Linha 22 – Marrom do Metrô


Obras tem previsão de início em 2026 (Divulgação/Prefeitura de Cotia e Governo do Estado de SP)
Além disso, outra expectativa está na contratação do projeto básico, fase considerada essencial para o avanço do empreendimento. Conforme declarações recentes do governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (União Brasil), essa etapa pode ser formalizada nas próximas semanas.
O contrato tem valor total de R$ 56 mil e abrange áreas destinadas ao Pátio Boa Vista, além das futuras estações Sumaré, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, Hospital Universitário, Rio Pequeno, Reserva Raposo e Granja Viana. Também estão incluídos terrenos previstos para estruturas operacionais, como poços de ventilação e saídas de emergência.
O Metrô de São Paulo já finalizou o anteprojeto de engenharia da nova linha. Segundo o governador, o edital para a contratação do projeto básico pode ser publicado ainda neste ano.
Ainda de acordo com o ViaTrolebus, a Linha 22-Marrom está planejada para operar com intervalos de até 123 segundos, com possibilidade de redução para 100 segundos nos momentos de maior demanda, além de capacidade superior a 45 mil passageiros por hora em cada sentido.
A frota prevista contará com 48 trens, cada um com cinco carros, menores e mais compactos do que os modelos utilizados nas linhas mais antigas do Metrô.
O sistema de alimentação elétrica deverá ser por terceiro trilho, mesmo padrão adotado nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Já o interior dos trens seguirá o modelo de assentos longitudinais, configuração bastante comum em redes metroviárias da Ásia.
As estações terão porte mais enxuto, com plataformas de 110 metros, abaixo dos 132 metros previstos em projetos mais recentes. A maior parte do traçado deverá ser executada com o uso de tuneladoras.
De acordo com o Metrô, o trecho entre as futuras estações Parque Alexandria e Sumaré será escavado com tatuzões, enquanto o segmento restante, até Cotia, deverá ser construído pelo método NATM.
A Linha 22-Marrom é um dos projetos mais ambiciosos do Metrô, com previsão de 29 quilômetros de extensão e 19 estações. A futura linha ligará os municípios de São Paulo, Osasco e Cotia, levando o sistema metroviário para além dos limites da capital.
Entre os pontos de destaque do traçado está a inclusão de uma estação no campus da Universidade de São Paulo (USP), beneficiando diretamente estudantes, professores e funcionários da instituição.
Além disso, o projeto prevê conexão com importantes ramais existentes, como as linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô, a Linha 9-Esmeralda da ViaMobilidade, e com o corredor de ônibus da EMTU em Cotia. A proposta contempla ainda um pátio para manutenção e operação, além de uma frota inicial estimada em 52 trens.
Com demanda diária projetada de 649 mil passageiros, a Linha 22-Marrom promete representar um salto significativo na mobilidade da região metropolitana, contribuindo para a redução do trânsito nas rodovias e ampliando as alternativas de transporte público para a população.
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