O deputado federal eleito João Paulo Cunha (PT), que tem sua trajetória política ligada à cidade de Osasco, é apontado como um nome desejado no Congresso para assumir o Ministério das Relações Institucionais no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi publicada nesta sexta-feira (30) pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles.
Segundo a jornalista, o ex-presidente da Câmara é visto como alguém com experiência e capacidade de diálogo com diferentes correntes políticas. A pasta é responsável pela articulação entre o Palácio do Planalto e o Legislativo, incluindo a negociação de apoio às propostas do governo.
João Paulo eleito com mais de 108 mil votos
João Paulo foi eleito deputado federal por São Paulo com 108.965 votos nas eleições de 2026. A candidatura marcou seu retorno à disputa eleitoral após 16 anos afastado das urnas, em uma decisão tomada a pedido de Lula.
A possibilidade de assumir o ministério, relatada pela coluna, colocaria o petista em uma função central para o próximo governo. O texto, porém, não informa uma decisão de Lula nem um convite formal ao deputado eleito.
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Experiência na Câmara pesa na articulação
João Paulo presidiu a Câmara dos Deputados entre 2003 e 2005, durante o primeiro mandato de Lula. Antes de chegar ao Congresso, foi vereador em Osasco e construiu sua atuação política no movimento sindical e no PT.
Sua passagem pelo comando da Casa é um dos fatores citados pela coluna para explicar a preferência por seu nome. A avaliação é que o conhecimento do Legislativo e o perfil considerado moderado poderiam facilitar as negociações com parlamentares de diferentes partidos.

O petista também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, em 2012.
Apoio dependerá de negociação no Congresso
A eventual escolha ocorreria diante de uma base parlamentar com apoio condicionado a negociações. Segundo projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), citada pelo Metrópoles, Lula poderá contar com 124 deputados de apoio consistente e outros 246 de apoio condicionado. A oposição reúne 143 parlamentares.
No Senado, o levantamento aponta 16 integrantes com apoio consistente ao governo, 31 com apoio condicionado e 34 de oposição.
Os números indicam que a aprovação das propostas do Executivo dependerá da construção de acordos a cada votação, tarefa que ficará sob a responsabilidade de quem assumir a articulação política.
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