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iFood vai investir R$ 17 bilhões no Brasil até 2026

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Empresa já contratou 500 colaboradores e vai abrir mais 600 vagas (Divulgação/iFood)

Empresa brasileira de tecnologia, o iFood, com sede em Osasco, anunciou R$ 17 bilhões em investimentos diretos até março de 2026. Com atuação no Brasil desde 2011, a plataforma vem investindo de forma consistente em sua operação brasileira. Nos anos de 2024 e 2025 foram aportados R$ 10,3 bilhões e R$ 13,6 bilhões, respectivamente. 

O valor é destinado principalmente a ações voltadas para impulsionar o tráfego na plataforma, aumentar a recorrência de compras no aplicativo, além de ampliar os segmentos de atuação da companhia. Para sustentar o crescimento do ecossistema, os investimentos também serão direcionados às áreas de tecnologia e inovação.

O iFood desenvolve inteligência artificial proprietária – hoje, já são mais de 190 modelos proprietários de IA –, para melhorar a forma como o brasileiro consome, vende e entrega. Além disso, os valores incluem investimentos em crédito disponibilizado para restaurantes parceiros com foco no crescimento dos comerciantes.

Outra aposta são as startups, com investimentos podendo chegar a R$ 500 milhões.

O iFood oferece soluções que digitalizam 400 mil estabelecimentos no mundo online e no físico, possui 55 milhões de clientes, está presente em 1500 cidades e gera renda para 400 mil entregadores. Em 2025, a plataforma alcançou a marca de 120 milhões de pedidos por mês.

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iFood: mais de mil novos colaboradores

No quesito empregabilidade, a empresa aumenta sua força de trabalho com 1.100 novos colaboradores diretos, o que representa crescimento de 19% na comparação entre março deste ano e março de 2026, ultrapassando 8.600 funcionários. Mais da metade dessas posições são para profissionais de tecnologia.

Desde o início de seu ano fiscal, o iFood já contratou 500 funcionários e abrirá 600 novas vagas até o 1º trimestre do próximo ano.

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Empresa prospecta aumento de 27% nos ganhos dos entregadores (Divulgação/iFood)

Impacto no ecossistema

Parte importante dos investimentos está voltada para o crescimento no volume de pedidos. Logo, a expectativa do iFood é de gerar mais negócios para os restaurantes e rotas para os entregadores. A empresa prevê que os ganhos dos profissionais de entrega que trabalham com a plataforma totalizarão R$ 5,2 bilhões no mesmo período, aumento de 27% em relação a 2024.

Esses repasses devem manter a renda bruta mensal, para os entregadores que trabalham mais de 90 horas por mês, 1,8 e 4,1 vezes superior ao salário mínimo mensal, dependendo da quantidade de horas em rota no aplicativo. O valor é referente às entregas intermediadas pela plataforma, não incluindo as que são feitas diretamente pelos restaurantes, que representam 61% dos pedidos feitos no iFood.

A companhia garante que os entregadores terão melhorias logísticas, antecipação dos repasses sem custos, e ações de Impacto Social, como seguros gratuitos, Central de Apoio Jurídico e Psicológico, projetos de educação e capacitação, como o Meu Diploma do Ensino Médio e iFood Decola, além de um programa de recompensas que inclui ganhos extras, descontos e serviços gratuitos.

Efeito na economia

Uma pesquisa recente da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mediu o impacto econômico e social da empresa no Brasil, o chamado Efeito iFood. As atividades do iFood foram responsáveis por 0,64% do PIB brasileiro no ano passado, movimentando R$ 140 bilhões em atividade econômica. Em 2024, foram 0,55% e, em 2023, o iFood movimentou 0,53% do PIB nacional.

O montante supera o valor de mercado de cerca de 98% das empresas do País e é maior que o PIB estimado de 10 estados, como Rio Grande do Norte (R$105 bilhões), Paraíba (R$101 bilhões), Alagoas (R$100 bilhões) e Piauí (R$84 bilhões).

O estudo mostra ainda que a empresa ultrapassou a marca de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos gerados em 2024. Isso representa quase 1% da população ocupada do Brasil, sendo maior que a população de cidades como Natal e Florianópolis.

Quando o assunto são os restaurantes, entre 2022 e 2024, houve elevação média real de 17,6% no volume de vendas dos estabelecimentos parceiros da plataforma, já descontada a inflação. Segundo o levantamento do IBGE, os estabelecimentos que comercializam seus produtos no aplicativo tiveram crescimento real 2,3 vezes maior do que a média do setor entre 2023 e 2024. O efeito “motor de crescimento” também aparece na aquisição de novos clientes – 38% dos pedidos dos restaurantes vieram de novos consumidores, em 2024.

O impacto foi sentido também nas contratações. Houve aumento adicional de, em média, 6,9% no número de empregos formais dos estabelecimentos, comparando com restaurantes similares que nunca ingressaram na plataforma. Entre os restaurantes pequenos, o crescimento é ainda maior, chegando a 10,2%.

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