Idosos da região não contam com médicos geriatras

Apenas Cotia possui este tipo de especialista, mas só dois. OMS indica um profiissional para cada grupo da 3a idade​
Segundo o IBGE, há 98.672 idosos em Barueri, Cotia e Osasco

O número de médicos no Estado de São Paulo cresceu em ritmo quase quatro vezes superior ao da população paulista nos últimos 35 anos, segundo censo do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) divulgado nesta quartafeira (14).

Ainda assim, das cidades da região, apenas Cotia conta com dois médicos geriatras, especialistas em atendimento a idosos. Segundo a prefeitura, um deles atua no Hospital Regional e o outro profissional realiza atendimentos domiciliares. A situação é preocupante, já que o ideal seria um geriatra para cada mil idosos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Cotia tem 16.265 idosos, segundo o censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Osasco, com 65.116 moradores da terceira idade, não há este tipo de especialista atualmente. A administração informou que “os contratos dos geriatras que prestavam serviço na Rede Municipal de Saúde foram encerrados”.

Barueri, com 17.291 idosos, também não possui geriatras. Mas em nota a prefeitura disse que há “alguns médicos clínicos que realizam um atendimento diferenciado para a população idosa”. A administração ressaltou que há cinco UBS que fazem atendimento para esse público com equipe multidisciplinar (clínico, fonoaudiólogo, psicólogo, enfermeiro e odontologista quando necessário). As prefeituras de Itapevi e Santana de Parnaíba não responderam à reportagem até o fechamento da edição.

O ESPECIALISTA

Para a médica geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – seção São Paulo (SBGG-SP), Maisa Kairalla, não há ainda educação da população brasileira para ter geriatras.

“Temos só 1.300 no país. O mundo está envelhecendo e o Brasil não acordou. A minha visão é falta de informação. Um clínico é apto para atendimento a idosos, mas é preciso ter um preparo maior, é preciso ter a visão do especialista e idosos não podem esperar, têm maior gravidade. A sociedade se preocupa com este desajuste social e se esforça para que nos próximos anos tenhamos êxito”, falou.

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