Motoristas e entregadores da Uber, 99 e iFood, sediadas em Osasco, organizam paralisação nacional

Com o impacto da inflação e aumento no preço dos combustíveis, profissionais reivindicam melhores condições de trabalho e aumento da remuneração
O movimento grevista recebeu o nome de “apagão dos aplicativos” (Rovena Rosa/Divulgação/Agência Brasil) 

Entregadores e motoristas que trabalham com aplicativos anunciaram a realização de greves e manifestações em diversas cidades brasileiras, nesta terça-feira (29). De acordo com o portal de notícias “Brasil de Fato”, São Paulo, Carapicuíba e outras 16 cidades brasileiras terão atos.

Os manifestantes reivindicam melhores condições de trabalho, aumento da remuneração das corridas e alta no preço dos combustíveis. As principais empresas criticadas nos atos são as de delivery e transporte individual Uber, 99 e iFood, todas com sede anunciada na cidade de Osasco. Em virtude disso, o movimento recebeu o nome de “apagão dos aplicativos”.

iFood anuncia medidas
Em nota, o iFood, afirma que respeita o direito de manifestação e esclarece que mantém o compromisso de diálogo aberto com os entregadores. A companhia também busca melhorias e oportunidades para os profissionais como também para todo o ecossistema. Além disso, o delivery também informou que implementou algumas medidas que resultaram dessa troca de conversas, como reajuste de 50% do valor mínimo do quilômetro rodado de R$1 para R$ 1,50 e da taxa mínima de R$ 5,31 para R$ 6.

“Vale mencionar ainda os reajustes da taxa mínima e quilômetro percorrido em 2021, a criação de código de validação da entrega, seguros contra acidentes pessoais, lesão temporária. Desde o início da pandemia, o iFood já investiu mais de R$ 160 milhões em iniciativas”, explicou a empresa em comunicado à imprensa.

Uber também anunciou medidas
Já a Uber, que também terá sede em Osasco, afirmou que lançou um pacote de medidas para ajudar a mitigar os custos dos motoristas parceiros com a mais recente alta dos combustíveis. Estão sendo investidos cerca de R$ 100 milhões em iniciativas como promoções de ganhos adicionais e parcerias que ajudam a reduzir os custos dos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens.

A empresa também informou, em comunicado à imprensa, que preço das viagens intermediadas pela plataforma foi reajustado temporariamente em 6,5%, com o objetivo de ajudar os motoristas parceiros a lidar com o pico de alta em seus custos operacionais.

“O pacote faz parte de uma iniciativa global da empresa diante da instabilidade no cenário internacional causada pelo conflito no leste europeu, que tem pressionado custos de insumos em todo o mundo, particularmente os combustíveis. Também estão sendo realizadas ações especiais de desconto de 20% no abastecimento de gasolina pelos motoristas parceiros, por meio de uma parceria de cashback entre a Uber Conta, rede Ipiranga e app abastece-aí”, ressaltou a companhia.

Outro ato
De acordo com o portal de notícias “Uol”, haverá na sexta-feira, 1º de abril, um segundo ato dos trabalhadores de aplicativo. A manifestação foi convocada por Paulo Lima, conhecido como “Galo”, e que atua como líder no grupo “Entregadores Antifacistas”.O movimento pede aos usuários utilizem a hashtag #apagaodosapps nas redes sociais, não realizem compras nessas plataformas e avaliem os serviços com nota baixa nas lojas de aplicativos.