A terça-feira (4) não está sendo fácil para os usuários dos trens. Com a greve da CPTM, passageiros enfrentaram dificuldades, atrasos e mudanças na operação. Logo cedo, se formaram filas e superlotação nas estações. De acordo com o portal G1, a greve dos ferroviários já afetou 1 milhão de pessoas na Grande SP.
As linhas 11-Coral e 12-Safira operam parcialmente. Já a linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto continuam parados por completo. A greve da CPTM segue sem previsão de término.
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam regularmente. As três primeiras atendem diversas cidades da Região Metropolitana Oeste, como Osasco, Itapevi, Carapicuíba e Barueri.
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A região mais comprometida da capital paulista com a greve da CPTM é a Zona Leste, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes.
O rodízio de veículos permanece suspenso no período da tarde na cidade de São Paulo enquanto vigora a greve da CPTM.

Greve da CPTM: ações para minimizar
Para mitigar os impactos negativos a milhares de passageiros afetados pela greve da CPTM, o Governo de São Paulo implementa, desde 4h, um plano de contingência no transporte sobre trilhos por meio da CPTM, do Metrô e da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo).
Entre as medidas de contingência, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos priorizou o atendimento nos trechos de maior demanda. Desde o início da operação, a Linha 11-Coral tem operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.
No Metrô, a estratégia de ampliação da capacidade de atendimento começou às 4h, com abertura antecipada das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que atende parte da zona leste da capital e faz integração com os ramais afetados, recebeu trens adicionais e iniciou a operação já com 50% das composições em circulação, antecipando a oferta do horário de pico com frota máxima reforçada desde às 6h. Também houve manobras intermediárias em estações estratégicas, aumentando a oferta de viagens em trechos com maior concentração de passageiros.
O Metrô também deixou trens vazios à disposição para atendimento a estações com mais sobrecarga de passageiros para agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera. O efetivo foi reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, entre outros pontos de alta demanda, para orientar e organizar o fluxo de passageiros.
A Artesp também monitora as ações de contingência nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô e 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens, que são operados por concessionárias. Houve reforço de equipes operacionais e de atendimento, ampliação da segurança, monitoramento contínuo da operação, adequação da oferta de trens e atuação integrada das áreas de operação, inteligência e comunicação.

Motivos da greve da CPTM
A greve da CPTM foi motivada pela concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a empresa privada Trivia Trens. Os ferroviários reivindicam a reestatização definitiva das linhas, a garantia de todos os empregos na CPTM, além da aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) – que representa os 4.700 empregados da CPTM – alega que apenas 11% dos funcionários da companhia de trens, nas três linhas concedidas, foram transferidos para a nova empresa privada.
Na véspera da greve da CPTM, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a operação nas três linhas ocupasse ao mínimo 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
Segundo o Governo de SP, o sindicato descumpre determinação judicial e opera abaixo do efetivo mínimo no horário de pico.
O Estado alega ter reiterado ao sindicato, na segunda (3), o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

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