Foram abertos mais de 25.500 pequenos negócios em 2022 na região metropolitana oeste

Osasco, Carapicuíba e Barueri são as cidades que lideram a lista das 12 cidades que mais abriram micros e pequenas empresas, além de MEIs
Segundo o Sebrae, pequenos empresas geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano (Divulgação/Freepik)

De janeiro a junho deste ano, 25.564 empresas – entre micro e pequenas, além de (Micro Empresas Individuais (MEIs) – foram abertas na região metropolitana oeste da Grande São Paulo. Os dados são do Ministério da Economia, do Governo Federal. Ao todo, nesse período, foram extintas 8.827 empresas.

Osasco lidera o ranking como o município que mais abriu mais empresas em 2022. Foram 7.462 novas micro e pequenas empresas e MEIs, contra 2.703 extinções. Atualmente, a cidade tem 50.264 empresas ativas.

Carapicuíba aparece em segundo lugar. Foram 4.181 novas micro e pequenas empresas e MEIs e 1.364 fechamentos. Hoje, a cidade tem 25.569 empresas ativas.

Barueri é a terceria colocada. Foram 3.686 novas micro e pequenas empresas e MEIs, contra 1.262 extinções. Atualmente, a cidade tem 21.463 empresas ativas.

Segundo o Atlas dos Pequenos Negócios, lançado recentemente pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa, o Sebrae, pequenos empresas geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano. Ainda de acordo com o levantamento, os negócios de menor porte injetam R$ 35 bilhões por mês na economia brasileira.

Ariane Aparecida Moreira, professora da Faculdade Anhanguera, unidade Carapicuíba, ressalta que na capital paulista, o polo de trabalho é maior, gerando muita oferta e procura, em sua devida proporção. “Nas cidades periféricas, essa concentração de empresas diminui. Em busca de uma condição melhor de vida, a pessoa abre uma microempresa”, afirma Ariane.

Outro fator que ajudou a alavancar a abertura de pequenos negócios foi a pandemia da covid-19. Com a pandemia, muitas empresas optaram pelo home office. Segundo Odilon Amaro professor da Faculdade Anhanguera, unidade Barueri, e consultor financeiro, uma boa porcentagem de trabalhadores de Carapicuíba e Osasco que atuavam em empresas de Barueri passaram a trabalhar de casa e, assim, abriram MEIs e começaram a emitir nota fiscal. Ou seja, passaram a ser pessoas jurídicas, em comum acordo com a empresa. “Muitas companhias viram que não era necessária toda uma estrutura física para continuar operando e que alguns colaboradores poderiam trabalhar de casa. Isso ajudou a fomentar o crescimento da abertura de micro empresas na região”, destaca Amaro.

Alunos empreendedores

Mas o que os profissionais notam na sala de aula? Tanto Ariane como Amaro destacam que o próprio aluno de hoje é mais empreendedor e quer ser o seu próprio chefe.

A professora da unidade Carapicuíba destaca que a geração de hoie é diferente das anteriores, que eram ‘chão de fábrica’ e aceitavam regulamentos, ordens e tinham objetivos a longo prazo. “A atual é imediatista, tem a informação rapidamente na palma da mão e busca o lucro rápido, e abre uma microempresa”, destaca ela, que acrescenta: eles querem dinheiro e fama, não apenas dinheiro como as antigas gerações.”

Mas não basta abrir o pequeno negócio e ter sucesso garantido. Segundo estatísticas do Sebrae, destacas por Amaro, mais de 50% das empresas abertas são fechadas em menos de um ano. “E 80% não duram mais do que dois anos”, afirma o professor da Anhanguera Barueri, que ressalta a importância do Governo Federal em criar programas de incentivo nessa área.

“Muitas vezes, a pessoa tem uma boa ideia e um bom produto, só que acaba esbarrando em problemas como falta de conhecimento em contabilidade e informática, por exemplo, além de despreparo na hora de realizar o atendimento”, explica Amaro.

Por isso, busca por aprendizado e qualificação para empreender é essencial. “A preparação é importante para ser funcionário e chefe também”, finaliza Ariane.