EXCLUSIVO: “Fábio Teruel nunca me preocupou”, diz Rubens Furlan

Em entrevista ao Giro S/A, o prefeito de Barueri fala sobre a possível saída de seu adversário nas eleições, ressalta como tem sido enfrentar a pandemia do coronavírus e revela o desejo de governar SP
Rubens Furlan, prestes a concluir o seu 5º mandato (Fotos: Edivaldo Santana – Giro S/A)

No fim da tarde do último dia 7 de agosto, o prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB), surpreendeu a todos ao publicar um vídeo em uma rede social que contrariava a determinação imposta pelo governo do estado de São Paulo. Naquele dia, o governador João Doria (PSDB) comunicou que Barueri e demais cidades da Região Oeste necessitariam regredir da fase amarela para a fase laranja do Plano São Paulo de combate ao coronavírus. Na prática, os municípios deveriam voltar a fechar grande parte do comércio. “Vamos continuar combatendo esse vírus, mas de uma forma que não destrua a economia de cada família trabalhadora de nossa cidade. Se tivéssemos aceitado, seria uma quebradeira terrível”, ressaltou o prefeito em entrevista exclusiva concedida em seu gabinete no último dia 14.

Questionado sobre um possível desentendimento com o governador João Doria, seu amigo de longa data, Furlan foi enfático: “Está tudo bem entre mim e o governador”. Na longa conversa com a diretora de redação do jornal Giro S/A Cláudia Azevedo, e o editor de online João Felipe Cândido, o político abordou os mais diversos temas. A seguir, confira os principais momentos do encontro.

Prestes a completar o seu quinto mandato à frente da administração municipal de Barueri, que balanço o senhor faz desse período? Foram cinco mandatos de muito trabalho. Cada um com uma característica. No primeiro nós tínhamos o rio, tínhamos enchente em todo lugar, tínhamos uma cidade pequena, com pouco dinheiro. Era necessário criar receita, correr atrás de tudo. Mas graças a Deus nós sobrevivemos. Conseguimos aumentar muito a nossa receita, dando para o município vocação, principalmente a de serviços. Nós fomos muito felizes nisso, o que nos permitiu fazer um segundo mandato extraordinário, um terceiro mandato muito bom e o quarto também. O quinto mandato, segundo a opinião pública, parece que foi um dos melhores que nós tivemos a oportunidade de fazer. Aliás, reputo a experiência nossa e por conta disso acabamos melhorando ainda mais a performance. Eu acho, ao menos pelo que a gente observa e pelas pesquisas que temos analisado. E eu que sou um homem vaidoso, fico feliz em ver que as coisas estão indo bem. Então se o governo vai bem, fico muito feliz.

Entre tantos desafios que o senhor tem enfrentado ao longo de sua trajetória na vida política, a pandemia do coronavírus pode ser considerada o momento mais difícil? Foi uma coisa diferente para todos nós. Fomos pegos de surpresa. De repente começa na China, na sequência vai para a Europa, Estados Unidos e logo chega ao Brasil. Todos ficam desesperados, sem saber exatamente o que fazer. Quando chega aqui [Barueri], as providências eram difíceis até de serem tomadas porque você tomava uma providência contra o vírus, mas que arrebentava a economia. Barueri sofreu o que o país sofreu e está sofrendo o que o país está sofrendo. Nós estamos sobrevivendo e estamos ganhando experiência. O mal que o vírus causou em um primeiro momento, ele não causa mais, porque nós já temos experiência suficiente pata enfrentá-lo de forma que não seja tão traumática.

Neste momento, os casos de covid-19 estão estabilizados na no município? Sim. Agora nós precisamos acabar com o vírus. Estamos aguardando a vacina.

O fato de o governo de São Paulo ter decidido regredir Barueri da fase amarela para a fase laranja do Plano São Paulo de combate ao coronavírus estremeceu de alguma forma o bom relacionamento que o senhor sempre teve com o governador João Doria? Está tudo bem entre mim e o governador. Não tem problema nenhum, até porque ele entendeu que nós não podemos pagar por outra cidade que não tenha feito a lição de casa. Aumentou a incidência, aumentou as mortes. Eu não vou pagar. Se o estado traçou um plano de equilíbrio e nós estamos dentro dele, então é correto que a gente sofra aí um retrocesso se nós avançamos. Se todas exigências sanitárias para se manter na fase amarela têm sido cumprida por nós, então não há razão para colocar Barueri na cor laranja. Porque eu mesmo, se perceber que perdemos o controle, aí sim eu aceito essa imposição. Estamos cumprindo tudo aquilo que a faixa amarela exige. Não quero que o meu município seja visto de uma forma que ele não está se apresentando. 

“O lockdown poderia ter evitado muitas mortes”, diz prefeito

O que a administração municipal tem feito para reduzir os impactos provocados pela pandemia do coronavírus no que diz respeito ao fechamento de empresas bem como a demissão de trabalhadores? Em um primeiro momento não tem como salvar o comércio. O que nós fizemos foi instituir novos programas sociais tipo a cesta básica. Entregávamos vinte mil e passamos a entregar 30 mil. Os alunos estão acostumados com a merenda escolar, principal fonte de alimentação de muitos jovens e crianças. Só que de repente eles foram para casa. Nós mandamos 68 mil cestas básicas com os ingredientes da merenda para a casa deles. Em vez de consumir a merenda na escola, está consumindo em sua casa. Nossa medida visa amenizar o impacto da pandemia. Reconheço que as pessoas mais vulneráveis ficaram ainda mais empobrecidas. Esse socorro tem evitado que os efeitos sejam mais traumáticos.

Economistas têm afirmado que o PIB brasileiro de 2020 deve fechar com a pior taxa da história. O senhor acredita que isso vai impactar diretamente Barueri? Já impactou. Mas nós rapidamente diminuímos o custeio no limite da queda da arrecadação. A cidade não teve prejuízo nenhum. Hoje, Barueri está arrecadando mais do que gasta. No entanto, o município já perdeu mais de 300 milhões de reais em receita. Só que perdemos esse valor, mas diminuímos o custeio no mesmo volume. A cidade não está comprometida com dívidas ou déficit. Aqui gasta-se o que arrecada. Nada a mais.

Às vésperas das eleições municipais, como tem sido a sua rotina? A pandemia alterou bastante a nossa rotina. Em determinado momento eu saia de casa sem saber o que ia fazer e voltava para casa sem saber o que fiz. Gradualmente, nós fomos se encaixando nesse contexto, conseguindo desenvolver alguma coisa boa aqui, resolver outra coisa ali, até que entramos no ritmo e ela evolui naturalmente. Por isso, ainda nem pensamos em eleição, porque não deu tempo. É um ano atípico. Nós fomos surpreendidos. Agora acho que nas próximas semanas iremos pensar na corrida eleitoral. Aí vai ser hora de ir às ruas para falar com o povo.

Durante a pandemia, o senhor se afastou das redes sociais, diferentemente de outros políticos. O que aconteceu? Nóss precisamos analisar o que vamos fazer. Era necessário se situar no contexto que a própria circunstância estava impondo. Nunca tinha vivenciado aquele tipo de situação. Algumas providências até falávamos, mais para orientação do que estava sendo colocado em prática. Às vezes eu passava uma semana fora da mídia e o pessoal cobrava muito a minha participação. Mas era exatamente para que pudéssemos levar informações à população que fizesse diferença e não simplesmente aquele discurso retórico. De fato, estávamos um pouco assustados, mas só foi até dominar toda aquela situação. Acompanhei o governador do estado de São Paulo transmitindo lives diariamente, bem como o presidente da República Jair Bolsonaro, que acabou fazendo um contraponto. De repente, o vírus se tornou pivô de uma briga política e eleitoral do presidente com os governadores. O Brasil não merece isso. Então eu me afastei. Até falei algumas coisas, até porque a própria população queria saber qual a posição do Furlan. Recentemente, esse episódio de trazer Barueri para a fase laranja do Plano São Paulo nós não aceitamos, porque não merecemos. Se tivéssemos aceitado, seria uma quebradeira terrível no comércio. Vou usar aqui um termo chulo. Na primeira porrada, quem não quebrou, balançou [gesticula]. Uma segunda porrada nós não iríamos admitir. Agora, se a coisa piorar mesmo e for determinado lockdown (confinamento em inglês) no estado inteiro, vamos fazer. Todo mundo fecha e ninguém vai sair na rua. Agora dizer Barueri não vai fazer isso e São Paulo vai fazer aquilo, não. 

Furlan revela: “Eu sou político e ainda tenho vontade de ser governador”

O senhor acredita que a falta do lockdown no estado de São Paulo fez diferença? Tenho visto especialistas dizendo que sim. Ontem mesmo eu cheguei em casa mais cedo e logo fui acompanhar o noticiário. Infectologistas, por exemplo, dizem que o lockdown poderia ter evitado muitas mortes.

Nos bastidores da política, circula a informação de que o pré-candidato à prefeitura de Barueri, o comunicador Fábio Teruel, teria desistido de sua candidatura. Diante da situação, com qual cenário o senhor trabalha? Este é o ano da surpresa, né? (risos). O vírus foi uma surpresa enorme. Agora somos surpreendidos com essa notícia. Durante o processo pré-eleitoral, eu dizia para algumas pessoas ligadas ao senhor Fábio Teruel: ‘poxa vida, respeita a gente, respeita a nossa candidatura, que eu respeito a sua também’. Política se faz com respeito. Até fiz uma brincadeira outro dia. Nós, que assistimos muito à televisão – e eu gosto de televisão – vemos propagandas dos grandes bancos, ou de montadoras de automóveis, por exemplo, e nunca se vê uma marca desmerecendo ou ofendendo a outra. O normal é observarmos a marca que está veiculando a propaganda falar de suas qualidades e o que há de melhor em seu produto. Não são feitas críticas ao produto do concorrente. Política deveria ser assim também. Vamos falar da qualidade. Cada um fala a sua obviamente (risos). Falar do adversário é bobagem. Respeitei a candidatura do Teruel e respeito a sua posição de deixar a candidatura. A política é difícil. Ele é um profissional de mídia, com presença na rádio e televisão. É um bom profissional. Acho até que um embate político poderia prejudicar e prejudica mesmo, porque a política exige muito dos candidatos e, caso seja eleito, exige muito mais da pessoa. Em sua análise, ele deve ter visto tudo isso. Fábio Teruel tem o meu respeito. Já tinha antes, embora não me respeitasse, mas já tinha o meu respeito. Acho que ele fez uma análise de sua vida profissional. Mudar a essa altura talvez não fosse tão conveniente. Talvez mais tarde, porque ele ainda é jovem. Ele está no auge de sua carreira e lutou muito para chegar aonde chegou. Creio que ele pensou em tudo isso. Pesa, viu. Na minha casa, minha mulher tem um peso muito grande no que ela fala para mim e nas minhas decisões. Então, acho que foi mais ou menos assim.

Nas eleições municipais deste ano o senhor está mais tranquilo? Eu já estava tranquilo. Não me aborreço com adversário. Eu nunca escolhi adversário, nunca me aborreci com adversário e, se o adversário me vencer, parabéns! Eu saio do cenário e ele governa a cidade. Em momento algum ele me preocupou.

Apontado como favorito nas eleições municipais de 2020, caso o senhor vença, após cumprir o seu sexto mandato, quem o senhor gostaria que o sucedesse? Tenho dois filhos muito políticos, né? (risos) A Bruna e o Rubinho. Seja o que Deus preparar para eles. Eu não vou falar nada porque a vida pública é muito difícil. A gente influenciar filho para a vida pública, principalmente com a experiência que eu tenho, é melhor esperar as coisas evoluírem.

O senhor ainda sustenta o desejo de ser governador do estado de São Paulo? Há muitos anos, eu ainda era estudante do ensino fundamental e aprendi o teorema de Pitágoras, que foi um dos primeiros matemáticos da história. Ele dizia assim: ‘o início é a metade do todo’. Desde que eu entrei na vida pública, eu estava na metade de algum lugar (risos). Conforme fui evoluindo, comecei a ter sonhos. Não descarto a possibilidade de uma candidatura não, principalmente nos dias de hoje. Não existe candidato pior daquele que fala assim: ‘eu não sou político’. Não é político, então vai fazer o que você sabe fazer. Porque a solução de todos os problemas do mundo é por meio da atuação política. Se você é um grande empresário e afirma que não é político, sugiro que você governe a sua empresa e deixe o estado para quem é político. Eu sou político. Nasci político. Eu vivo a política. Tudo o que eu faço na política é para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Pode observar. Acompanhe a minha trajetória toda: é sempre fazendo alguma coisinha a mais para melhorar a vida de uma parcela da população. A política é a minha grande paixão e move todos os meus instintos. Daqui para frente se você escutar alguém dizendo ‘eu não sou político, mas eu quero ser governador’. Foge desse cara! Eu sou político e ainda tenho vontade de ser governador. 

Furlan em entrevista à diretora de redação Cláudia Azevedo, e ao editor de online João Felipe Cândido

Se as eleições presidenciais fossem hoje, em qual candidato o senhor não votaria? No segundo turno das eleições de 2018, votei em Jair Bolsonaro. Tenho a impressão de que ele tem que fazer agora uma ginástica grande para que eu volte a votar nele. Nesse momento não votaria mais. Parece que agora ele está se comportando como presidente. Na condição de deputado, que inclusive eu já fui, posso afirmar que é necessário falar mesmo. Subir na tribuna e dizer tudo o que gosta e o que não gosta. Deputado é para parlamentar, é para falar. Já um presidente da República não. Se ele falar uma coisa meio errada, fora de foco, ou fora de contexto, pode causar um prejuízo enorme. Por exemplo, assisti a uma reportagem de que a China teria encontrado coronavírus em frango congelado oriundo do Brasil. A China é o maior parceiro comercial do país. Então vem uma conversa de que havia vírus na embalagem de frango aqui do Brasil que foi para China. É um prejuízo muito grande para o nosso país e para os produtores, pois há outros países que compram produtos brasileiros. Quem garante que essa conversa aí não é uma retaliação daquela conversa do filho do presidente [o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL)] dizendo que a culpa do vírus é da China? A culpa do vírus é a natureza, assim como foi a gripe espanhola, influenza, entre outros. Vírus é vírus e eles aparecem na natureza como foi a tuberculose, que matou 1 bilhão de pessoas no planeta durante 100 anos. Então, não pode apontar o dedo para ninguém, principalmente para um país que é um dos maiores compradores de produtos brasileiros. Tem que respeitar. Quem garante que não foi uma retaliação? Diplomacia é diplomacia.

E o desmatamento da Amazônia? Não sou ambientalista, mas eu sou contra acabar com parte da Amazônia. O Brasil tem um território enorme, por que temos que mexer com a mata? Deixa a mata lá. Não adianta criticar os países de Primeiro Mundo que acabaram com suas matas. Isso aconteceu em uma circunstância em que cometeram um erro brutal, foram inconsequentes. Agora por causa disso vamos acabar com a mata do mundo inteiro? Não é por aí. O presidente que não demite um ministro [Ricardo Salles (Novo) do Meio Ambiente], que falou ‘vamos passar a boiada e mudar regras enquanto a atenção da mídia está voltada para a covid-19’, isso daí, no mundo, faz um efeito brutal. Como é que um país arruma dinheiro? Ou ele fabrica o dinheiro, coloca a moeda sem lastro; ou ele aumenta os impostos; ou ele capta dinheiro com juros altíssimos para bancar a dívida interna, a dívida externa, ou ele abre para o comércio mundial. Assim o país acaba equilibrando a balança e as contas, saindo de uma crise profunda dessa que estamos entrando [econômica]. Agora, você acha que ano que vem os países de ambientalistas irão investir no Brasil sendo que estamos acabando com a Amazônia? E aí, como é que faz? Onde iremos arrumar recursos para alavancar o Brasil, criar emprego, renda e riquezas? É necessário tomar muito cuidado nas políticas que se desenvolve. Eu me lembro que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dizia que depois de escrever os seus discursos, passava para três ou quatro pessoas de confiança para que pudessem conferir e ver se estava tudo certo e se não iria criar problema. Ele próprio revisava e só então fazia o discurso. Tamanha é a importância da palavra de um presidente da República. O próprio Bolsonaro, quando ele vai falar, eu fico quieto e não quero que ninguém fale perto de mim, pois preciso ouvir o que o presidente do meu país está falando. Agora se falar um monte de besteira eu fico muito magoado e preocupado.

Só que hoje está na capa do jornal Folha de S. Paulo, que a taxa de aprovação do presidente da República, Jair Bolsonaro, volta a bater recorde. Como o senhor explica isso? [Pensativo]. Às vezes a necessidade do povo tem que ser suprida pelo governo. E no momento que o governo supre essa necessidade, ele ganha. Mas isso daí é hoje, porque os 600 reais ajudou muita gente e eles estão muito agradecidos, porque o nosso povo não é mal-agradecido. Mas, o governo não tem dinheiro para ficar bancando tudo isso. Não! O governo precisa fazer o Brasil crescer, ordenadamente, de forma sustentável, para gerar empregos, fazer a economia se movimentar, para que o país tenha cada vez menos vulneráveis e mais conforto para o povo. Ele vai levar essa ajuda até o final de seu governo? Não vai porque não aguenta. Ele vai gerar novos empregos? Não vai, porque dinheiro externo não virá para o país porque o desmatamento e os ecologistas não irão permitir que venha. É necessário procurar fazer boas políticas para o país ficar rico, gerar empregos, boa qualidade de vida para as pessoas. Hoje, eu não votaria nele de jeito nenhum. Eu não falei que não votaria nele nas eleições de 2022. Vai depender do tipo de política que ele vai desenvolver. Se eu vejo que ele está fazendo um bom governo para o Brasil, eu sou brasileiro e não quero nem saber quem governa. Eu só quero que governe bem.

Diante de um cenário repleto de incertezas, que mensagem o senhor deixa para a população do município? Barueri é uma cidade absolutamente forte. Nós fizemos ela forte. Em um determinado momento ela pode, por conta de uma circunstância, dar uma balançada, mas se ela estiver bem administrada, com políticas corretas, ela não enverga não. Nós passamos pela pandemia e ainda temos bastante capacidade de investimento, tanto na prestação de serviços, como nos investimentos de obras públicas para melhorar a cidade. Nossa administração sempre está atenta aos acontecimentos para tomar medidas com agilidade. Conforme observamos queda na receita, automaticamente diminuímos o custeio sem prejudicar os serviços. Ou seja, assim que a economia volte a retomar, Barueri poderá dar continuidade em seu desenvolvimento. Sempre ouvi falar em déficit, continuo ouvindo falar em déficit. Aqui em Barueri não precisamos de teto de gastos. Em todas as vezes que estive à frente da prefeitura, nunca gastei mais do que arrecadei. Portanto, déficit no orçamento, em minha opinião, é incompetência de quem administra.

Como tem sido os seus primeiros dias como avô da Isabella? [filha da deputada federal Bruna Furlan (PSDB)]? Ser avô da Isabella tem sido maravilhoso. É um barato acompanhar o seu desenvolvimento desde as primeiras horas. Tem sido uma experiência fantástica. Muda a vida da gente. Daqui a pouco quem vai estar mandando é a Isabella (risos). 

“Todas as vezes que estive à frente da prefeitura, eu nunca gastei mais do que arrecadei”, salienta Furlan