O governo federal autorizou o uso de um terreno pelo governo de São Paulo para construir a megaestação Água Branca, na zona oeste da capital paulista. O local conta com 25 mil e conectará com linhas de trens e metrôs da Região Oeste da Grande São Paulo.
A futura parada vai ligar as linhas 3-Vermelha e 6-Laranja de metrô e 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda de trem, além dos eixos do Trem Intercidades até Campinas e até Sorocaba, no interior do estado.
A construção ficará a cargo da concessionária TIC Trens, responsável pela Linha 7 e pelo trem São Paulo-Campinas. A previsão de entrega é até 2031 e, além disso, o governo estadual irá desembolsar R$ 1,3 bilhão pela nova estação.
O contrato para uso da propriedade por 20 anos, prorrogáveis por mais 20, ainda precisa ser assinado e, a partir disso, a obra terá início. Contudo, a previsão para assinatura do contrato e o valor do aluguel não foram divulgados.
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De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o projeto prevê ampliar a atual unidade Água Branca da Linha 7-Rubi e transformá-la em um dos principais hubs de mobilidade do Estado de São Paulo, assim como a Estação Barra Funda.
Em virtude dessa situação, será necessária a construção de um novo prédio, que terá parte dele ocupando o terreno atual da 7-Rubi, parte no terreno federal, que fica ao lado.
“A TIC Trens aguarda a formalização da permissão do uso para ocupação das áreas no entorno da estação Água Branca e início das intervenções previstas em contrato. Até a conclusão dessa etapa, mantém a guarda patrimonial do espaço para coibir invasões. As obras já estão integralmente contratadas e o projeto executivo aprovado”, informou a concessionária em nota.
Área da União foi desocupada para estação Água Branca


Estação Água Branca será um hub de conexões de linhas metrôferroviárias (Divulgação/Wikicommons e Reprodução/Metrô CPTM)
No terreno da União, na Rua Carijós, 325, funcionaram um pátio da antiga Rede Ferroviária Federal e galpões de infraestrutura. Nos últimos anos, o local estava subutilizado com a queda no uso dos trens federais, mas uma empresa com contrato da antiga estatal ainda o ocupava.
“O processo de destinação levou mais de um ano, por causa das negociações para a saída da empresa e para definir os termos do contrato com o governo do Estado. A empresa foi realocada para viabilizar a implantação da nova estação”, afirmou o Ministério da Gestão, responsável pelo contrato, em nota.
Conexão improvisada com a Linha 6-Laranja


Túnel ligará a Linha 7-Rubi e a Linha 6-Laranja pela estação Água Branca (Divulgação/Governo de SP)
Em 2026, a única integração será com a Linha 7-Rubi, cuja estação Água Branca atende cerca de 30 mil pessoas no horário de pico. Desde julho, existe uma baldeação improvisada com a estação homônima da Linha 6-Laranja, que funciona parcialmente, de segunda a sexta, das 10h às 15h.
O passageiro precisa sair do metrô e caminhar pela rua, exposto ao sol e à chuva, por pouco mais de um minuto, até chegar às catracas do trem.
No futuro, um túnel ligará os dois ramais. Enquanto isso, a TIC Trens já constrói uma passarela provisória entre as linhas, com previsão de conclusão até o fim de 2026. Até lá, o trajeto segue pela rua.
Até janeiro de 2027, será entregue uma conexão temporária com a Linha 11-Coral, hoje limitada à Luz e que será estendida até a Água Branca. A medida busca evitar a sobrecarga da Linha 7-Rubi quando a estação Brasilândia, da Linha 6, for inaugurada, em outubro.
Megaestação faseada
As obras da estação Água Branca serão faseadas e terão entregas em diferentes anos. São elas:
- O novo prédio será entregue até 2031, mas a integração com as demais linhas será gradual.
- Até o fim de 2026: integração com a Linha 6-Laranja.
- 2031: conexão com o trem São Paulo-Campinas, da TIC Trens, e novas paradas das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, da Motiva.
- Última etapa: extensão da Linha 3-Vermelha, do Metrô, até a Água Branca, e inauguração do trem São Paulo-Sorocaba. O leilão do contrato de construção e operação do ramal ainda não tem data, e o edital deve ser publicado no primeiro semestre de 2027.
*Com informações do jornal O Estado de São Paulo.
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