A EDP, empresa do setor elétrico, e a Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade, firmaram contrato de autoprodução em energia solar para fornecer energia limpa e renovável para 13 concessões de rodovias e trilhos (trens, metrôs e VLT) em diversos Estados, entre eles São Paulo. As Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (trens metropolitanos de São Paulo), além do RodoAnel (Rodoanel Oeste) estão entre os contemplados.
O acordo de fornecimento de energia solar tem duração de 15 anos e volume contratado de 9,3 MW médios (MWm). A conta de energia deve ser reduzida em 25% na comparação com 2023. O volume contratado corresponde a cerca de 15% da demanda total da Motiva.

Energia solar: usina no interior de SP
A energia solar contratada será gerada uma das usinas do Complexo Solar Novo Oriente, da EDP, o maior do tipo no Estado de São Paulo. Localizado no munícipio de Ilha Solteira (SP), o parque tem capacidade instalada de 254 MWac (Megawatt de Corrente Alternada) e conta com 82 inversores e mais de 558 mil painéis.
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Mensalmente, a usina gera energia solar para abastecer em torno de 375 mil residências. Além da produção solar, o contrato também inclui a emissão certificados de energia renovável (I-RECs), que asseguram a origem da oferta, e evitam a emissão de cerca de 3,8 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) anualmente.
O contrato firmado entre a EDP e a Motiva foi estruturado na modalidade de autoprodução por arrendamento. Diferentemente da equiparação, em que as partes possuem participação societária em uma usina e celebram um Contrato de Compra e Venda de Energia (PPA), no arrendamento o consumidor recebe a outorga de geração e passa a compartilhar o ativo com o empreendedor, dividindo a capacidade de produção de acordo com sua participação no consórcio constituído para a operação do projeto. Dessa forma, a energia é disponibilizada às partes por meio de uma estrutura de autoprodução, não havendo a celebração de um PPA entre as companhias.

Descarbonização dos transportes
A Motiva é uma das 30 maiores consumidoras de energia do País e a 2ª maior da Região Metropolitana de São Paulo. Com o contrato firmado com a EDP, a companhia quer crescer a sua operação com menor emissão de gases de efeito estufa, reduzir custos, além de ter mais previsibilidade nas despesas com eletricidade, dada a elevada volatilidade dos preços no mercado livre.
A empresa alcançou a meta de diminuir em 20% os seus gastos com energia com um ano de antecedência ao final de 2025, utilizando apenas fontes limpas e renováveis.
A operação amplia de 60% para 85% a participação da autoprodução no atendimento da demanda da Motiva. Há dois anos, a companhia se tornou sócia em três parques eólicos entre o Piauí e a Bahia, que fazem parte do Complexo Eólico Otis. Atualmente, a oferta dessas usinas abastece operações de trens e metrôs em São Paulo. Além disso, o acordo amplia a parceria entre a Motiva e a EDP, que em 2024 já haviam fechado um contrato de 10 anos, no modelo de geração distribuída compartilhada, para fornecer energia solar ao Sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP).
“Desde o final de 2024, nossas operações de rodovias e trilhos são apenas abastecidas com energia proveniente de fontes renováveis. Este acordo com a EDP reforça esse compromisso ao ampliar a participação da autoprodução de energia no nosso consumo, garantindo que o nosso crescimento continue alinhado à estratégia de descarbonização e à geração de valor sustentável de longo prazo”, ressalta Raquel Cardoso, vice-presidente de Pessoas, Sustentabilidade e Excelência da Motiva.
A Motiva busca ser neutra em carbono nos escopos 1 e 2 até 2035, conforme anunciado ao mercado na Ambição 2035. A Companhia encerrou o ano de 2025 com redução de 61% em ambos os escopos, superando com oito anos de antecedência a meta de diminuição de 59% até 2033 em relação ao ano-base de 2019, aprovada em 2023 junto ao Science Based Targets initiative (SBTi).
Para alcançar esse resultado, a empresa zerou as suas emissões de escopo 2 (eletricidade) ao final de 2024, graças ao fato de que 100% dos seus ativos passaram a ser supridos apenas com energia elétrica oriunda de fontes renováveis.

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