giro

Doenças respiratórias: entenda o aumento e veja dicas de prevenção

doenças respiratórias
O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura (Divulgação/Governo do Estado de SP)

A combinação de ar seco e o aumento na circulação de vírus típicos da estação cria um cenário propício para a disseminação de doenças respiratórias; saiba mais

Com o aumento de ondas de frio, o avanço das temperaturas mais baixas, a presença do tempo seco e maior concentração de poluentes no ar e quadros alérgicos, o que deixa as pessoas mais suscetíveis à irritação das mucosas e às doenças respiratórias.

Nesta época do ano, começam a surgirdiversos casos de gripes e resfriados, bronquite, asma, rinite, sinusite e pneumonia. Alguns sintomas podem surgir e causar dúvidas sobre com qual doença respiratória o paciente está lidando.

De acordo com o Marcelo Jerez, diretor médico do Centro Médico Alphaview, em Alphaville, essa tendência se repete todos os anos, tanto no inverno quanto no outono. Conforme o especialista, tal situação pode ser mitigada com prevenção adequada e atenção aos primeiros sinais das doenças.

“No frio, as pessoas tendem a manter janelas fechadas e evitar a ventilação dos espaços. Isso facilita a propagação de vírus no ar. Além disso, o ar seco prejudica a função de defesa natural do trato respiratório, tornando o organismo mais suscetível”, explica o médico.

O especialista afirma que os casos de síndromes respiratórias agudas graves tendem a aumentar, exigindo cuidados extras com a saúde, principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.

De acordo com especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, o que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente, os brônquios.

A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.

Frio e doenças respiratórias: mais informações

Frio aumenta o número de casos de infecções respiratórios (Divulgação/Pexels)

A combinação de ar seco, maior permanência em ambientes fechados e o aumento na circulação de vírus típicos da estação cria um cenário propício para a disseminação de infecções respiratórias, como gripes, pneumonias e casos graves de Covid-19.

Além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar diminuição do olfato e paladar.

Para o especialista, a vacinação é um dos principais pilares da prevenção. Imunizantes como os da influenza, da Covid-19 e da pneumonia são fundamentais para reduzir o risco de complicações.

“A vacina da gripe, por exemplo, é atualizada anualmente para proteger contra as variantes mais prevalentes. Já a vacina pneumocócica pode evitar quadros graves de pneumonia em grupos de risco. Estar com o calendário vacinal em dia é uma das formas mais eficazes de se proteger”, reforça o médico.

Jerez também ressalta que outras medidas preventivas incluem a boa hidratação, lavagem frequente das mãos, ventilação adequada dos ambientes e o uso de roupas adequadas para evitar exposição ao frio.

Outras questões como evitar aglomerações em ambientes fechados, especialmente quando há casos suspeitos de infecção respiratória. Crianças e idosos merecem atenção especial. Nos pequenos, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e infecções respiratórias podem evoluir rapidamente.

Nos idosos, a resposta imunológica é mais lenta e isso pode favorecer o agravamento dos quadros patológicos. Em ambos os casos, o especialista recomenda buscar atendimento médico logo nos primeiros sintomas, como tosse persistente, febre, dificuldade para respirar, chiado no peito ou fadiga excessiva.

Os tratamentos para doenças respiratórias variam conforme o diagnóstico, mas podem incluir o uso de antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos (quando há infecção bacteriana) e suporte respiratório.

O Marcelo Jerez reforça que a automedicação pode mascarar os sintomas e retardar o diagnóstico. “O ideal é procurar avaliação médica o quanto antes. O tratamento precoce é determinante para uma recuperação rápida e para evitar complicações”, conclui.

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 17 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí, São Paulo e Taboão da Serra.

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.