Data centers expandem e impulsionam o avanço da Inteligência Artificial

No Brasil há 162 Data Centers, segundo estimativas da Associação Brasileira de Datas Centers. A maior concentração está no Sudeste; saiba mais
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Esse tipo de espaço tem se expandido cada vez mais na Região Metropolitana de São Paulo (Divulgação/Governo Federal)

No Brasil há 162 Data Centers, segundo estimativas da Associação Brasileira de Data Centers. A maior concentração está no Sudeste, com 110; saiba mais

Com os avanços tecnológicos e o aumento da demanda por novos dados gerados por inteligências artificiais, bem como pela necessidade de novos processamentos, surge uma questão importante: onde armazenar tudo isso? Para atender a essa demanda, existem os data centers.

Criados na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial e considerados a espinha dorsal da área da tecnologia da informação (TI), as datas centers são infraestrutura que armazena, processa e distribui dados, sendo a base de tudo o que fazemos online.

O empreendimento contém a infraestrutura de computação que os sistemas tecnológicos exigem, como servidores, unidades de armazenamento de dados e equipamentos de rede. É a instalação física que armazena os dados digitais de qualquer empresa.

“Ele é essencial para o funcionamento de empresas, serviços públicos e plataformas digitais em um mundo cada vez mais conectado e dependente da tecnologia”, explica o diretor financeiro e de novos negócios na ODATA, Fernando Jaeger.

No Brasil há 162 Data Centers, segundo estimativas da Associação Brasileira de Data Center. A maior concentração está no Sudeste, com 110. Logo na sequência vem o Sul, que registra 27, depois o Nordeste, com 15. O Centro-Oeste tem oito, e o Norte, dois.

Esse tipo de espaço tem se expandido cada vez mais na Região Metropolitana de São Paulo, especialmente em áreas como Alphaville, Barueri, São Paulo, Osasco e Santana de Parnaíba. Empresas como ODATA, Scala e Equinix já se estabeleceram na região.

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Instalação de Data Centers: porque a região se tornou tão importante

O diretor financeiro aponta que para adotar ou implantar um data center é importante levar em consideração a confiabilidade, segurança, conectividade, eficiência energética, escalabilidade e compliance normas como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Além disso, a localização estratégica e o compromisso com questões sociais também são cada com vez mais relevantes na decisão. Nessa situação, a concentração de data centers em Alphaville, São Paulo, Barueri, Osasco e Santana de Parnaíba, conta com infraestrutura e proximidade com clientes,

“Estar nessa região hoje é fazer parte de um hub digital, com acesso a grandes redes de fibra óptica, fornecimento elétrico robusto, presença de grandes empresas e proximidade com os principais centros de negócios do país. Isso também reduz latência e facilita a integração com ecossistemas digitais”, aponta Jaeger.

O gestor também aponta que São Paulo é o principal polo digital da América Latina nesta área, pois conta com conectividade internacional, um ecossistema de tecnologia robusto e atrai investimentos globais.

“O desafio é continuar crescendo com sustentabilidade, enfrentando a escassez de energia e espaço, e garantindo políticas públicas que incentivem a inovação”, ele ressalta. 

Data Centers: detalhes sobre suas estruturas

Segundo Fernando Jaeger, data centers são essenciais para funcionamento das empresas (Divulgação/ODATA e Caio Henrique/Secom Osasco)

De acordo com Fernando Jaeger, para um data center funcionar de forma correta é fundamental a presença de   servidores, sistemas de armazenamento, redes de alta velocidade, sistemas de refrigeração, segurança física e digital, além de infraestrutura elétrica robusta e redundante.

“Tudo isso precisa operar de forma integrada, com ampla disponibilidade e redundância”, destaca o gestor. Jaeger aponta que os desafios no setor de datas centers brasileiros estão o alto custo de energia, a complexidade regulatória e a necessidade de mão de obra qualificada.

“Por outro lado, há grandes oportunidades com o crescimento da economia digital, a chegada de novas tecnologias como IA e 5G, e a busca das empresas por infraestrutura segura e sustentável”, explica.

Além disso, no centro do progresso dos data centers, estão questões sobre soluções energéticas que continua para atender às crescentes necessidades digitais geradas pelas cargas de trabalho de inteligências artificiais e outros usos de dados, acabam por consumir grandes quantidades de energias e recursos hídricos.

Com o aumento das demandas, o diretor aponta que cada vez mais se está evoluindo para estruturas mais modulares, eficientes e automatizadas. A demanda por IA exige data centers mais distribuídos, sustentáveis e com maior capacidade de processamento, o que está acelerando em grande velocidade a inovação no setor.

“O setor é intensivo em energia e, em alguns casos, em água para resfriamento. Por isso, temos investido fortemente em energias renováveis, automação e tecnologias de eficiência energética para reduzir nossa pegada ambiental e operar de forma mais sustentável. A ODATA empresa de data centers do Brasil a operar 100% com energia renovável e temos trabalhado cada vez mais para ampliar esse recurso nos demais países em que estão nossos data centers”, completa Fernando.

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