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Construção civil: demanda por mão de obra continua alta em 2025

A elevação nos gastos com trabalhadores acumularam aumentos de 8,56% na construção civil. Confira desafios do setor
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No ano, abriram-se 3.473 postos de trabalho com carteira assinada (Henrique Vilela/Giro S/A)

A elevação nos gastos com trabalhadores acumularam aumentos de 8,56% na construção civil. Confira desafios do setor

A mão de obra foi fator decisivo para o crescimento de custos na construção civil em 2024, de acordo com balanço das indústrias do setor. Esses custos acumularam aumento de 6,54% no ano passado, segundo o Sinduscon-SP, sindicato patronal das empresas paulistas. As informações são da Agência Brasil.

A elevação nos gastos com trabalhadores acumularam aumentos de 8,56%. Já materiais e equipamentos aumentaram 5,34%, e serviços tiveram acréscimos de 3,66%. O Custo Unitário Básico (CUB) representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 2.039,53 por metro quadrado no mês de dezembro. Em 2023, o crescimento acumulado ficou em 3,49%.

Este ano não será diferente. A expectativa para 2025 é de mais elevações.

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Jovens não têm se interessado pelo setor da construção civil (Divulgação/Freepik)

Construção civil: falta formação técnica

Para materiais e equipamentos a pressão inflacionária virá da manutenção de taxas de juros elevadas, que também acaba dificultando a tomada de crédito para a compra de imóveis, e do aumento de custos de materiais tabelados internacionalmente. Um exemplo é o aço, que tem seu preço fixado em dólar e demanda crescente mundial.

No quesito trabalhista, dois fatores impõem pressão: a falta de atração de jovens ao mercado de trabalho e a dificuldade de alcançar formação técnica adequada. Um servente costuma ganhar entre o salário mínimo e um salário mínimo e meio (piso da categoria). Com isso, é elevada a realização de contratos por produtividade no segmento, medida criticada pelo sindicato dos trabalhadores.

Além da falta de mão de obra qualificada, a construção civil enfrenta outro problema: o envelhecimento crônico, com a idade média dos trabalhadores em 42 anos, quando a produtividade começa a cair, justamente em um momento de demanda elevada. Além disso, muitos trabalhadores que estão ingressando no mercado não querem investir em formação para tentar posições como pedreiro e carpinteiro, que podem oferecer ganhos acima de R$ 10 mil.

Entre as ações para mudar este cenários está um fórum permanente de negociações das entidades, com a elaboração de plano de carreira e salários padronizados ainda em 2025. Outras iniciativas são os cursos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), já realizados pelas construtoras, e uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, que levará cursos profissionalizantes para o ensino médio da rede pública e tem previsão de formalização este ano.

Com informações de Agência Brasil.

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