Osasco e mais duas das cidades analisadas possuem taxas moderadas de subtração de celulares. Confira os números
Leia mais: Celulares: furtos e roubos diminuíram 15,9% em 2024 no Estado de SPDe acordo com levantamento do Centro de Estudos em Economia do Crime da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), houve redução de 15,9% nas ocorrências de furtos e roubos de aparelhos celulares no Estado de São Paulo no ano de 2024.
O acumulado de ocorrências em todo o ano de 2023 foi de 294.841 furtos e roubos. No ano passado, de janeiro a novembro, o acumulado caiu para 247.890 ocorrências.
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Celulares: cidades com mais ocorrências
A cidade de São Paulo, com mais de 11 milhões de habitantes, lidera em números absolutos de ocorrências, registrando 133.879 celulares subtraídos, redução de, aproximadamente, 25,7% em comparação com 2023. O declínio reflete a realização de mais estratégias eficazes de segurança pública. Porém, sua taxa por 100 mil habitantes, de 1.169, é alta e reflete os desafios de segurança de uma grande metrópole. Por outro lado, a diluição causada pela enorme população fixa faz com que outras cidades, proporcionalmente, apresentem taxas mais alarmantes.
Já Campinas (460), São Bernardo do Campo (468) e Osasco (417), importantes centros regionais, apresentam taxas moderadas. Esses números podem ser reflexo da combinação de uma população fixa considerável com o fluxo diário de trabalhadores e visitantes, atraídos pelas oportunidades de emprego e serviços oferecidos por esses municípios.
A menor taxa entra as analisadas é de São José dos Campos, com 181 ocorrências. Este resultado pode ser atribuído a diversos fatores, como políticas de segurança mais eficazes, características socioeconômicas específicas ou um maior controle social, que merecem ser investigados em estudos posteriores.
Confira todas as cidades analisadas:
| Cidade | População estimada | Total de celulares subtraídos | Taxa por 100 mil habitantes |
| São Paulo | 11.451.999133.8791.169 | 133.879 | 1.169 |
| Guarulhos | 1.291.7715.287409 | 5.287 | 409 |
| Campinas | 1.139.0475.241460 | 5.241 | 460 |
| Santo André | 748.9194.918657 | 4.918 | 657 |
| São Bernardo do Campo | 810.7293.791468 | 3.791 | 468 |
| Osasco | 728.6153.035417 | 3.035 | 417 |
| Praia Grande | 304.7052.725894 | 2.725 | 894 |
| Ribeirão Preto | 698.6422.345336 | 2.345 | 336 |
| Diadema | 415.1802.211532 | 2.211 | 532 |
| Carapicuíba | 386.9841.937501 | 1.937 | 501 |
| São Vicente | 329.9111.899576 | 1.899 | 576 |
| Sorocaba | 723.6821.803249 | 1.803 | 249 |
| Mauá | 457.6961.730378 | 1.730 | 378 |
| Santos | 434.3591.703392 | 1.703 | 392 |
| São José do Rio Preto | 480.3931.518316 | 1.518 | 316 |
| Itaquaquecetuba | 356.7741.471412 | 1.471 | 412 |
| Taboão da Serra | 275.9481.421515 | 1.421 | 515 |
| Embu das Artes | 250.6911.341535 | 1.341 | 535 |
| Guarujá | 313.4211.278408 | 1.278 | 408 |
| São José dos Campos | 697.0541.262181 | 1.262 | 181 |

Fatores que influenciaram na queda de ocorrências
Na opinião do professor Erivaldo Vieira, a redução expressiva nas ocorrências de celulares subtraídos entre 2023 e 2024 aponta para mudanças significativas que vão além de políticas de segurança pública. Há indícios de que diversos fatores podem estar contribuindo para essa transformação:
- Indústria bancária: medidas voltadas à proteção de dados sensíveis, como a popularização de sistemas de autenticação de dois fatores, podem ter tornado o roubo de celulares menos atrativo para criminosos, já que o acesso a informações financeiras se tornou mais difícil.
- Fabricantes de celulares: a evolução nas tecnologias de bloqueio remoto, rastreamento e inutilização de dispositivos roubados vem desestimulando o mercado ilegal de celulares, reduzindo os crimes.
- Empresas seguradoras: a ampliação de seguros de celulares e mudanças nas políticas de reembolso podem ter impactado o comportamento de consumidores e criminosos, criando um ambiente de menor risco para as vítimas.
- Mudanças comportamentais: A conscientização crescente da população sobre os riscos de exposição ao roubo, aliada a práticas preventivas, como o uso de dispositivos de forma mais discreta em locais públicos, pode estar contribuindo para a redução dos crimes.
“Apesar dos dados apontarem uma redução consistente nos crimes de roubo e furto de celulares no estado de São Paulo, a percepção pública muitas vezes não reflete essa realidade. Essa disparidade entre os números e a sensação de insegurança pode ser atribuída a fatores psicológicos, narrativos e midiáticos que moldam como as pessoas processam informações sobre o mundo ao seu redor”, afirma o pesquisador da FECAP.
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