Sabesp amplia sistema de esgoto em Osasco com aporte de R$ 424 milhões

Um dos principais trabalhos é a implantação do Coletor-Tronco Mutinga
sistema de esgoto
As intervenções fazem parte do programa Integra Tietê (Divulgação/Sabesp)

Com investimentos de R$ 424 milhões, a Sabesp está ampliando o sistema de esgoto em Osasco. Um conjunto de obras estruturantes busca aumentar a coleta e o tratamento no município. As intervenções fazem parte do programa Integra Tietê e busca a universalização dos serviços de saneamento.

Um dos principais trabalhos é a implantação do Coletor-Tronco Mutinga. A estrutura transportará todo o esgoto coletado no bairro para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri, a maior da América do Sul. Na prática, isso significa que o esgoto deixará de seguir para os cursos d’água da região sem o tratamento adequado, contribuindo para um ambiente mais limpo e saudável para a população.

Quando o sistema de esgoto coleta e trata corretamente, há redução da poluição dos córregos e rios, melhoria das condições de saúde pública e mais qualidade de vida para os moradores.

Sistema de esgoto no Rochdale

A Sabesp amplia ainda o sistema de esgoto no bairro Rochdale, que está recebendo um coletor-tronco com, aproximadamente, quatro quilômetros de extensão e diâmetro de 800 milímetros. A nova estrutura também permitirá que todo o esgoto do bairro seja encaminhado diretamente para tratamento na ETE Barueri.

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Osasco é uma das maiores cidades da Região Oeste (Divulgação)

Tubulações novas

Além das obras de coleta e tratamento de esgoto, a Sabesp tem um projeto de renovação de, inicialmente, 32 quilômetros de tubulações no município que irá substituir as redes de amianto por tubulações mais modernas, resistentes e eficientes. As obras estão previstas para começar em agosto de 2026, com conclusão em 202. Os investimentos previstos somam R$ 70 milhões nos dois anos.

O projeto utilizou um modelo de inteligência artificial que mapeou os trechos mais críticos e as regiões que demandam intervenções prioritárias e considerou variáveis como histórico de ocorrências, idade e características das tubulações, pressão da água, tipo de solo, número de clientes potencialmente afetados, densidade populacional e complexidade dos reparos. A primeira etapa estará concentrada no setor Mutinga, região que concentra grande volume de ocorrências e impactos operacionais relacionados às redes que utilizam material obsoleto.

A modernização do sistema de esgoto e água deverá reduzir perdas de água e custos operacionais. A estimativa é que, após a conclusão das obras, no ano que vem, a Companhia alcance uma economia anual de, aproximadamente, R$ 8 milhões em despesas com reparos e aumente a regularidade do abastecimento.

Entre os principais benefícios esperados estão a redução das interrupções no fornecimento de água, a queda nas reclamações dos clientes, a diminuição das perdas no sistema de distribuição e o fortalecimento da resiliência operacional da infraestrutura de abastecimento do município.

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