Antes de seguir para votação em plenário, proposta da deputada Renata Abreu ainda precisa passar por análise da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS), da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (9), o Projeto de lei 133/2019, da deputada federal reeleita Renata Abreu (Podemos), que prevê que as salas de cinema deverão oferecer recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, e realizar, semanalmente, sessões sensorial adaptadas para quem tem Transtorno do Espectro Autista. Antes de seguir para votação em plenário, a proposta ainda precisa passar por aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara.
A parlamentar, que possui forte atuação em cidades da Região Oeste da Grande SP, comemorou o avanço na tramitação do projeto na Casa. “A demanda por essas sessões é enorme e sinaliza que, sem qualquer prejuízo para o exibidor, é possível estender a iniciativa para todos os espaços de exibição cinematográfica, de modo a tornar possível a experiência do cinema às pessoas com TEA e que estejam na companhia de familiares, amigos ou parceiros”, disse.
No Brasil, há cerca de dois milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). São mais de 300 mil só no Estado de São Paulo. E no mundo, 70 milhões. Dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revelam que há um caso de autismo a cada 110 pessoas no mundo.
Sessão Azul
Criado pelas psicólogas Carolina Salviano e Bruna Manta e pelo gerente de projetos de tecnologia da informação Leonardo Cardoso, o projeto Sessão Azul tem levado milhares de crianças autistas ao cinema. Nas sessões adaptadas, o ambiente permanece com algumas luzes acesas, o som é mais baixo, não são exibidos trailers nem propagandas na telona e a plateia é livre para andar, dançar, gritar ou cantar à vontade.






