Documento assinado pelo atual presidente estadual da legenda, confirmando a candidatura do empresário que reside em Alphaville, será utilizado pela defesa para garantir o mandato
Ganhou mais um capítulo na Justiça Eleitoral, o registro da candidatura do empresário e morador de Alphaville, Pablo Marçal (PROS), eleito deputado federal pelo estado de São Paulo após obter 243.037 votos na eleição do dia 2 de outubro. A mudança envolve um recurso julgado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que anulou, no dia 29 de outubro, a eleição do empresário alegando que o registro da candidatura foi assinado pelo ex-presidente do diretório Willame Cavalcante de Souza e que, portanto, os atos seriam nulos, já que ele liderava a comissão estadual provisoriamente.
À reportagem do GIRO, o empresário garantiu na manhã desta sexta-feira (4), que a situação já foi resolvida. “Voltou para nós”, limitou-se na resposta. A mudança aconteceu após o novo presidente do PROS, Roberto Parillo, durante uma reunião da legenda ter ratificado todos os atos praticados por seu antecessor, em especial o registro de candidatura de Pablo Marçal. O documento será utilizado pelo jurídico do empresário.
Apesar da ampla votação, Pablo Marçal ficou fora, em um primeiro momento, da lista de eleitos após ser constatado a falta de certidões exigidas pela Justiça Eleitoral no ato do registro da candidatura. Após a entrega dos documentos, o registro foi validado e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fez a retotalização dos votos, garantindo assim, uma cadeira de deputado para o morador de Alphaville. Com a chegada do empresário à Câmara dos Deputados, o atual deputado federal, Paulo Teixeira (PT), acabou perdendo a cadeira para a próxima Legislatura, que terá início em 2023 e ingressou com o recurso pedindo o indeferimento do registro.
Inicialmente, Pablo Marçal havia lançado candidatura à presidência da República (PROS), mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou o registro do candidato após a nova executiva do partido, agora sob comandado de Eurípedes Gomes, ter cancelado a convenção partidária para declarar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



