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Agosto Lilás: Osasco e região no combate à violência contra mulheres

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023. Confira as ações do Agosto Lilás nas cidades
Agosto Lilás campanha osasco e região
Barueri foi primeira da região a implantar uma Delegacia de Defesa da Mulher (Marcelo Casal/Agência Brasil)

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023. Confira as ações do Agosto Lilás nas cidades

O mês de agosto trouxe uma importante conscientização com a campanha “Agosto Lilás”, que destaca o combate à violência contra a mulher. A iniciativa que contou com ações em Osasco, Barueri, Itapevi e Carapicuíba, busca ampliar a visibilidade da causa e fortalecer os serviços especializados de acolhimento, orientação e denúncia.

Durante o período, o município de Osasco intensificou atividades da iniciativa “Não Se Cale”, onde capacita donos e funcionários de bares, restaurantes, casas de shows e eventos e similares no auxílio as mulheres que sofrem assédio ou algum tipo de violência.

Durante a ação, 52 estabelecimentos foram visitados e 38 deles aderiram ao programa, que visa combater e prevenir a violência, o assédio, o abuso e a importunação contra mulheres em estabelecimentos comerciais da cidade, uma adesão de mais de 70%.

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023 – o maior registro desde a sanção da lei que tipifica o crime, em 2015. As agressões decorrentes de violência doméstica tiveram aumento de 9,8%, e totalizaram 258.941 casos.

 Houve alta também nas tentativas de feminicídio (7,2%, chegando a 2.797 vítimas) e nas tentativas de homicídio contra mulheres (8.372 casos no total, alta de 9,2%), além de registros de ameaças (16,5%), perseguição/stalking (34,5%), violência psicológica (33,8%) e estupro (6,5%).

Em Carapicuíba, a cidade conta com a Patrulha Maria da Penha, para ocorrências de violência doméstica. Desde sua criação, em abril de 2022, a equipe já registrou mais de mil atendimentos. 

A cidade conta também com o Centro de Referência de Enfrentamento da Violência contra a Mulher (Crevim) que também acompanham as mulheres vítimas de violência com acolhimento e atendimento psicológico.

Mais detalhes do Agosto Lilás em Osasco

38 estabelecimentos estão participando da campanha (Divulgação/Secom Osasco)

Ao Giro, a gestão municipal de Osasco afirmou que conta com 70 mulheres assistidas pela Ronda Guardiã; Desde a sua criação em 2020, foram atendidas 250 mulheres, o que resultou na prisão de 103 agressores. Nesse período, foram realizadas 23.929 rondas para as assistidas. Só no primeiro semestre desse ano foram 6.252 rondas.

“Existe uma rede de proteção e várias portas de entrada como UPAs, prontos-socorros, Delegacia de Defesa da Mulher, Centro de Referência da Mulher Vítima de Violência, Guardiã Maria da Penha, dependendo da vítima aceitar ser inserida na rede de proteção”, afirma a Prefeitura.

Ações do Agosto Lilás em Itapevi

Em Itapevi, neste “Agosto Lilás”, o município promove rodas de conversa realizada nos equipamentos da assistência social, com o tema Lei Maria da Penha, que completa 18 anos avanços e desafios.

No município, o programa Guardiã Maria da Penha atende hoje cerca de 700 mulheres e realiza campanhas socioeducativas nos Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), com grupos reflexivos para homens agressores.

Agosto Lilás: Osasco e região em mobilização no combate à violência contra mulheres
GCM atende mulheres por meio da campanha Guardiã Maria da Penha (Divulgação/Prefeitura de Itapevi)

“As ações visam evitar reincidência da violência doméstica, acolhimento sigiloso para mulher em situação de violência doméstica e casa de passagem para mulher em situação de violência doméstica”, explicou a administração municipal.

Para acolher as vítimas, a cidade ainda conta com Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal, Casa de Passagem para Mulher Vítima de Violência e a Casa Abrigo para a Mulher Vítima de Violência, porém estes dois últimos permanecem em condições de sigilo para preservação da vítima.

Barueri: ações do Agosto Lilás

Em Barueri, o município é referência no combate à violência da mulher e é a primeira da região a implantar uma Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM) 24 horas, além de ter em funcionamento o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM).

Vale lembrar que a Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri possui atendimento especializado quanto a proteção da mulher em situação de violência. Isso quer dizer que, além de responder pela sua segurança, conta com a extensão desse acolhimento por meio de ações integradas com a Secretaria da Mulher, garantindo apoio total à vítima.

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