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Vendas em shoppings centers registram alta de 24% em maio deste ano, aponta Índice Cielo de Varejo

Vinícius Molina, gerente geral do Iguatemi Alphaville, revela que shopping registrou crescimento de 32% nas vendas em maio de 2022
Com a imunização contra a covid-19, o público se sente mais seguro para frequentar os centros de compras (Francisco Cepeda/Giro S/A)

As lojas de shoppings centers do Brasil registraram aumento médio de 24% nas vendas em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo dados do Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers (ICVS-Abrasce). A alta coincide com o aumento no fluxo de visitantes, reflexo de um número cada vez maior de imunizados contra a covid-19. Dados do Mais Fluxo e IPEC indicam que, em maio, foi registrado um acréscimo de 39,9% no total de frequentadores em comparação ao mesmo período de 2021.

“Em comparação a maio de 2019, anterior à pandemia, as vendas subiram em torno de 2%. O setor está em plena recuperação e o crescimento real deve ocorrer em 2023”, afirma David Rocha, superintendente do Osasco Plaza Shopping.

O shopping Iguatemi Alphaville registrou crescimento maior, 32% em maio quando comparado ao mesmo período do ano passado. Além da volta do público aos centros de compras, com o aumento da imunização contra a covid-19, a oferta de um ambiente seguro e a retomada de eventos para as famílias têm feito com que o público se sinta mais confortável para voltar a passear. “Por proporcionar uma série de soluções de consumo, lazer, entretenimento, e até questões do cotidiano, o shopping acaba sendo a escolha preferida das pessoas e, principalmente, das famílias da região”, afirma Vinícius Molina, gerente geral do Iguatemi Alphaville.

Outro fator que teve um impacto positivo para essa retomada, segundo Molina, é o incremento no mix de lojas, com a chegada de novas marcas ao shopping, como os restaurantes Sushi Nouveau, Nattu e Camponesa, a B.LEM Padaria, a Galeria Tricot e as novas lojas da Le Lis Blanc e Reserva. “Sem contar a tão esperada reabertura da Sala Júnior do Cinépolis, no mês de junho. Em breve, teremos também a Isabela Akkari, o Restaurante Pecorino, a Oficina Reserva e a Luiza Barcelos”, acrescenta o gerente geral. “As expectativas são muito boas, estamos otimistas e acreditamos que esse crescimento seja gradual e contínuo”, diz Molina.

14º aumento
Esse foi o 14º crescimento mensal consecutivo reforçando o momento de recuperação no setor, iniciado no ano passado, e superou a receita nominal de vendas em 27,6% quando comparado ao mesmo intervalo de 2019. Segundo a Abrasce, apenas nos cinco primeiros meses de 2022, o comércio dos shoppings acumula alta de 39,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

As localidades que mais se destacaram no quinto mês de 2022, com crescimento das vendas acima da média nacional, foram as regiões Sudeste (26,6%) e Nordeste (25,6%). Na região Centro-Oeste, a elevação ficou em 23,3%, no Sul foi de 17,2% e no Norte de 11,7%.

Mesmo com um cenário caracterizado por inflação em alta e queda no rendimento das famílias brasileiras, o ticket médio de vendas nas lojas dos shoppings ficou em R$ 125,45 em maio. O valor é 17,9% inferior ao do mesmo mês de 2021, mas é 35% superior aos R$ 92,92 registrado em maio de 2019, período pré-pandemia.

Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), destaca a perspectiva cada vez mais sólida de bons resultados ao logo do segundo semestre do ano. “Os dados corroboram com nossas teses de que o aumento nas vendas nos shoppings será gradual e contínuo em 2022. As altas ocorrem à medida em que o nível de visitantes cresce, pois, o setor oferece aos frequentadores um ambiente seguro, em todos os sentidos, e uma experiência que vai além do simples ato de comprar. Ficamos na torcida por uma melhora nos indicadores macroeconômicos para poderemos ter resultados ainda melhores”, explica Humai.