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Valores a receber: Banco Central lança site exclusivo para consultar ‘dinheiro esquecido’

Plataforma digital estará disponível a partir de segunda (14) e, nesta primeira fase, estima-se a devolução de R$ 3,9 bilhões
Nesta primeira fase, o Banco Central estima a devolução de R$ 3,9 bilhões (José Cruz/Agência Brasil)

Diante da crise financeira sem precedentes que o Brasil atravessa, há algumas semanas, uma notícia divulgada pelo Banco Central trouxe esperança a milhares de brasileiros. De acordo com a instituição, parte da população tem R$ 8 bilhões a receber dos bancos. Trata-se do Sistema Valores a Receber (SVR), serviço que permite aos cidadãos e empresas consultarem valores que têm direito em decorrência de contratos encerrados com saldos ou cobranças indevidas, mas que estão em posse de instituições financeiras. 

Após a notícia, o site disponibilizado pelo Banco Central entrou em pane, com milhares de pessoas tentando acessar ao mesmo tempo o saldo a receber. Para  resolver o problema, o BC decidiu desenvolver outro site, agora exclusivo para consulta, disponível a partir de segunda-feira (14). Nesta primeira fase, segundo a instituição, estima-se a devolução de R$ 3,9 bilhões.

O relacionamento do cidadão com o sistema será por meio do site www.valorareceber.bcb.gov.br. Não será possível “consultar ou solicitar valores” na página principal do BC na internet, nem dentro do sistema Registrato (permite acesso a extratos relacionados a bancos e demais instituições financeiras).

No momento da consulta, o cidadão saberá se tem valor a receber e, caso positivo, receberá a data para conhecer esses valores e solicitar sua transferência, a partir do dia 7 de março de 2022. A transferência deverá ser solicitada a partir do dia 3 de março. O beneficiário precisará retornar ao site na data informada. Caso contrário, será preciso refazer a consulta para receber uma nova data e pedir o resgate do dinheiro. 

Para acessar a plataforma digital, o beneficiário precisará criar um login, que não é o mesmo do Registrato. O cadastro é gratuito.

*Com informações de ‘Agência Brasil’.