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Uso de celulares nas salas de aula divide opiniões em Osasco e região

Segundo a ONU, os celulares ampliaram o alcance dos recursos de ensino e aprendizagem, mas não deve substituir a interação humana; saiba mais
celulares sala de aula
Osasco segue discutindo o projeto (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Segundo a ONU, os celulares ampliaram o alcance dos recursos de ensino e aprendizagem, mas não deve substituir a interação humana; saiba mais

Um dos debates mais relevantes na educação atualmente é o uso de celulares em sala de aula. A tecnologia, que antes era vista como algo comum, agora é uma realidade presente em muitas escolas do país. Esse tema tem sido amplamente discutido e gerando diferentes opiniões nas cidades cobertas pelo Giro S/A.

À reportagem, a Prefeitura de Osasco informou que o tópico está sendo estudado pela Secretaria de Educação, porém não há definição ainda de quando o projeto poderá ou não ser implantado.

“A faixa etária que a rede municipal atende ainda permite um maior controle desta situação. A Secretaria de Educação orienta os gestores das unidades escolares para que essa tecnologia seja utilizada em sala de aula através de planejamento.”, explicou a gestão executiva osasquense.

Já Jundiaí, Cotia, Itapevi e Carapicuíba informaram que não possuem nenhuma política centralizada de proibição ao uso de celulares nas salas de aula.

Os demais municípios como Barueri, Cajamar, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista foram procurados pela reportagem, mas não deram retorno até o fechamento desta edição.

Além disso, o tema está sendo amplamente debatido no âmbito estadual, com destaque para o Projeto de Lei nº 293/2024, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), no último ano, a tecnologia digital ampliou o alcance dos recursos de ensino e aprendizagem. No entanto, o celular deve ser utilizado como uma ferramenta e não para substituir a interação humana.

Uso de celulares nas salas de aulas: informações de Cotia

Ao Giro, a administração municipal de Cotia relatou que não há nenhum projeto para a proibição do uso de celulares em sala de aula.

“No município, as unidades escolares têm autonomia para organizar o uso de dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, por meio dos seus Projetos Político Pedagógicos (PPP’s). Esse modelo permite que cada escola adapte as diretrizes de acordo com suas necessidades e realidades específicas”, explicou a Prefeitura cotiana.

A localidade ainda ressaltou que a discussão sobre o uso responsável da tecnologia é um tema recorrente nas escolas, e muitos educadores vêm observando os desafios e oportunidades que o uso dessas ferramentas pode trazer para o ambiente de ensino.

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“Medidas alternativas, como programas de conscientização sobre o uso responsável da tecnologia, estão sendo avaliadas pelas escolas. Essas medidas podem incluir a realização de oficinas com pais, alunos e professores, a fim de educar sobre os benefícios e os riscos do uso de celulares. O papel do professor é central nesse processo, atuando como facilitador para que o uso da tecnologia em sala de aula ocorra de forma controlada e focada na aprendizagem, adaptando a dinâmica conforme necessário para maximizar os resultados positivos”, explicou a Prefeitura de Cotia.

Uso de celulares nas salas de aulas: informações de Carapicuíba

Para o Giro, a gestão executiva de Carapicuíba informou que considerando os estudos que temos e pelas diretrizes pedagógicas, não é recomendado o uso de celulares em sala de aula para os alunos da educação infantil, visto o demasiado uso de telas nas casas.

Enquanto nas turmas de Ensino Fundamental 1, do primeiro ao quinto ano, o município conta com ações que não existe nenhum estímulo e raramente há algum tipo de trabalho ou atividade que demande o uso de celulares na escola.

“Inclusive, os professores têm realizado campanhas de conscientização e também um trabalho pedagógico junto as crianças, abordando o tema, o excessivo uso de equipamentos eletrônicos e suas consequências, assim como estimulando cuidados com as redes sociais e jogos, de acordo com a faixa etária de cada um deles”, explicou a Prefeitura carapicuibana.

Uso de celulares nas salas de aulas: informações de Jundiaí

Conforme a Prefeitura de Jundiaí, a tecnologia é integrada à rotina da educação básica do município uma série de ações que envolvem o uso das tecnologias digitais, conforme a faixa etária do estudante.

As atividades visam associar os softwares junto às premissas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) -, com a pesquisa, investigação e aprendizagens, e associado à metodologia do “Desemparedamento da Escola” em execução no Município.

“A UGE informa também que nas unidades escolares estão disponíveis ferramentas tecnológicas, como as telas digitais para uso das turmas, além das estações de Chromebooks, que, na contramão da lógica dos laboratórios de informática convencionais, permitem aliar o uso das tecnologias às diversas ambiências escolares e o uso dos computadores junto à natureza e ao ar livre”, explicou a gestão municipal de Jundiaí. 

Para o ano letivo de 2024, a cidade conta com mais de 37,5 mil estudantes, desde a Educação Infantil I (de quatro meses até três anos) e II (G4 e G5), Ensino Fundamental I (do 1º ao 5º ano), até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Uso de celulares nas salas de aulas: informações de Itapevi

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Itapevi utiliza notebooks Chromebooks nas salas de aulas (Divulgação/PMI)

Atualmente, a Prefeitura de Itapevi não considera a implantação de uma política específica sobre o uso de celulares em sala de aula. No entanto, a administração municipal está atenta às discussões e às pesquisas nacionais e internacionais sobre o tema.

“A rede municipal investe na formação dos professores para que possam utilizar tecnologias educacionais de maneira eficiente e inclusiva, como por exemplo, o uso de 5 mil chromebooks disponíveis na rede municipal de ensino, onde os alunos promovendo o aprendizado digital em contextos mais estruturados e acessíveis. Em 2023, a cidade foi a segunda no Brasil a conquistar o título de “Google for Education”, reconhecimento dado pela excelência na adoção dos recursos de tecnologia educacional”, explicou a Prefeitura de Itapevi.

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Há mais de 16 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, junta-se a eles, as cidades de Jundiaí e Taboão da Serra.

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