Para evitar a paralisação do transporte público, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), assinou o decreto de número 13.335, publicado na edição de segunda-feira (18), do IOMO (Imprensa Oficial do Município de Osasco) autorizando o reajuste no valor da passagem (veja abaixo). Com isso, a nova tarifa passa dos atuais R$ 4,50 para R$ 5,00 a partir das 00h00 (zero horas) do dia 21 de abril. A mesma decisão deve ser adotada por outros prefeitos que compõem as cidades da região Oeste da Grande São Paulo.
Conforme publicado pelo Giro S/A, na última terça-feira (12), as concessionárias do transporte público ameaçavam paralisar os serviços, caso não houvesse subsídio do governo federal para custear gratuidades, após consecutivos aumentos no combustível ou a autorização para aumento no valor da passagem. Porém, os prefeitos não tiveram retorno positivo sobre a solicitação junto ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao Giro S/A, o secretário executivo do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Metropolitana Oeste), o ex-prefeito Jorge Lapas (PDT), explicou que ainda não há uma previsão sobre a concessão do subsídio. “Os prefeitos seguraram esse reajuste o máximo possível, enquanto aguardavam uma resposta do governo federal sobre a solicitação. Mas, as notícias não são tão positivas, pois não há uma previsão para concessão do subsídio e nem uma confirmação de que ela irá acontecer nos próximos meses”, explicou. “Os prefeitos conversaram e as cidades que possuem transporte público concedido devem adotar a mesma linha, como já vinha acontecendo”, acrescentou.
Na região, o último reajuste no preço da passagem aconteceu em 1º de janeiro de 2019, quando a tarifa subiu de R$ 4,35 para os atuais R$ 4,50. A região não teve aumento em 2020, 2021 e em 2022. Agora, inevitavelmente, pela falta do subsídio do governo federal, sofrerá reajuste a partir desta quinta-feira.
Em recente entrevista ao Giro S/A, o prefeito de Cotia, Rogério Franco (PSD), revelou que ainda segue em negociação com as empresas para conter um aumento abusivo. “As empresas estão pedindo um valor muito alto e trabalhando para evitar uma paralisação. Mas, estamos buscando um acordo que não gere tanto impacto no bolso do trabalhador”, garantiu.
Luta pelo subsídio
Em novembro do ano passado, prefeitos da região estiveram em Brasília para cobrar a redução nos valores dos combustíveis. A solicitação foi feita a integrantes da equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os prefeitos que participaram o encontro estavam: Danilo Joan (PSD/Cajamar), Igor Soares (Pode/Itapevi) e Marcos Neves (PSDB/Carapicuíba).
Ainda em novembro passado, o “coro de prefeitos” solicitando redução no valor dos combustíveis foi engrossado pelo prefeito de Osasco, Rogério Lins, que esteve em Brasília juntamente com a Frente Nacional dos Prefeitos para reivindicar aos governos estadual e federal subsídios para o transporte coletivo das cidades.
“Devido aos consecutivos aumentos da gasolina e do diesel este ano, prefeitos de todo o Brasil estão unidos e reunidos neste momento para solicitarem aos governos federal e estadual, subsídios para o Transporte Coletivo das Cidades. Se isso não acontecer, as empresas de ônibus poderão aplicar reajustes de até 50% na tarifa, já que estão há 3 anos sem reajuste”, apontou na época.








