Transplantes de coração aumentam 8% no estado de SP

De janeiro a agosto deste ano, foram realizados 97 procedimentos de transplantes de coração em todo Estado de São Paulo. Veja os detalhes
Transplantes de coração: cirurgia pode durar até 12h (Elza Fiúza / Agência Brasil / Divulgação)

De janeiro a agosto deste ano, foram realizados 97 procedimentos de transplantes de coração em todo Estado de São Paulo. Veja os detalhes

De acordo com balanço divulgado no fim de setembro pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o estado de São Paulo registrou crescimento de 8% no número de transplantes de coração realizados entre janeiro e agosto de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. Esse aumento representou um marco nos últimos seis anos, com 97 procedimentos realizados em 2023 — sendo 90 no ano anterior.

Além do crescimento nos transplantes cardíacos, o número de doadores também apresentou aumento significativo, atingindo níveis equivalentes aos anos anteriores à pandemia de covid-19. Essa tendência positiva está alinhada com a conscientização da importância da doação de órgãos e a contribuição para salvar vidas.

Transplantes de coração e o tempo de espera

Segundo o INCOR – Instituto do Coração do HCFMUSP, o transplante cardíaco é um procedimento cirúrgico altamente complexo e delicado, que envolve a substituição do coração do paciente por um órgão saudável e compatível.

Essa intervenção é recomendada em situações em que a condição do coração atingiu um estado grave e os tratamentos convencionais não obtiveram sucesso, colocando a vida do paciente em risco elevado.

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PM Transporta coração para transplante em criança de 6 anos / Reprodução YouTube Governo de SP

O tempo de espera por um transplante de coração pode variar e depende da disponibilidade do órgão compatível. Em média, um coração é disponibilizado para potenciais receptores do grupo sanguíneo B em um período de 1 a 3 meses.

A distribuição dos órgãos dos doadores segue critérios técnicos definidos por lei, que incluem tipagem sanguínea, compatibilidade de peso, altura, genética e o risco iminente de morte de quem aguarda o procedimento.

Francisco Monteiro, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, destaca que a legislação estabelece parâmetros para priorizar pacientes em estado mais grave, como aqueles que necessitam de internação para a administração contínua de medicamentos para fortalecer o coração.

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“Por exemplo, no caso do coração, uma pessoa que tem dificuldade de andar, fica cansada, precisa tomar medicamento na veia 24 horas por dia, necessitando estar internada para a administração deste medicamento, para ajudar o coração a bater mais forte, isso é um critério de priorização – essa pessoa é mais grave do que aquela que também está esperando em casa”.

Crescimento nos transplantes em São Paulo
No geral, nos oito primeiros meses de 2023, o estado de São Paulo realizou 5.875 transplantes, o que representa um crescimento de 9,5% em relação aos 5.360 procedimentos realizados em 2022. Os transplantes de córnea lideram a lista com um total de 3.956 procedimentos, seguidos pelos transplantes de rins, com 1.281.

Transplantes de coração: equipes da PM de SP realizam transporte de órgão e médicos realizam cirurgia (Divulgação / PMSP / Governo de SP)

Notavelmente, os transplantes de fígado apresentaram o maior crescimento, aumentando 30,4% em 2023, com um total de 90 procedimentos em comparação aos 69 realizados até agosto do ano passado. Rins, córneas e fígado permanecem como os órgãos com maior demanda no estado.

Doação de órgãos, atitude que salva vidas
Conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a doação de órgãos deve ser consentida, e qualquer pessoa que deseje se tornar um doador deve comunicar sua decisão à família.

A Central de Transplantes enfatiza que a doação de órgãos e tecidos é fundamental para salvar vidas e apela para que haja diálogo entre as famílias sobre o desejo de ser ou não doador de órgãos, facilitando a tomada de decisão.

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