O dado faz parte de pesquisa da Febraban, feita com 21 bancos no final de junho. Confira mais dados referentes à Selic e a outros indicadores
A maior parte dos analistas de bancos consultados (61,9%) espera que o início do ciclo de flexibilização monetária comece no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, na medida em que as projeções de inflação do Banco Central se aproximarem de 3,0% no horizonte relevante da política monetária. O levantamento da Federação Brasileira de Bancos foi feito com 21 bancos entre os dias 25 e 30 de junho.
Dessa forma, a mediana captada pela pesquisa projeta manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano até o fim de 2025, com redução de 0,25 pp, para 14,75% aa, na 1ª reunião de 2026.
A maioria dos entrevistados (76,2%) avaliou como adequada a decisão do Copom de pausar o ciclo de alta dos juros (Selic), após elevação de 0,25 pp na última reunião. O restante (23,8%) entende que a alta da taxa poderia ter sido evitada.
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Taxa Selic: 19% esperam um corte até o fim de 2025
O levantamento também enfatizou que 19% das instituições financeiras esperam um corte da taxa Selic até o fim deste ano, devido à moderação já observada na atividade econômica e na inflação, mesmo com a projeção de inflação ainda acima da meta no horizonte relevante do Banco Central.
Por outro lado, a mesma porcentagem (19%) acredita que a taxa Selic só será reduzida a partir do segundo trimestre de 2026. Eles acreditam que o BC buscará, primeiramente, ancorar as expectativas para iniciar o ciclo
de flexibilização.
Outro dado da pesquisa da Febraban, são as projeções para a inflação em 2025. A maioria dos entrevistados (71,4%) acredita que ela ficará entre 5,0% e 5,5%. Enquanto isso, os demais (28,6%) esperam uma inflação abaixo de 5,0% no final do ano, e não acima, como no levantamento de maio.
Crédito para pessoas jurídicas se destaca
A pesquisa, realizada sempre após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), aponta ainda que o crédito deverá crescer 8,7% este ano, pouco acima dos 8,5% do levantamento anterior. Esse resultado mostra certa estabilidade ante as estimativas anteriores e mantém a perspectiva de alguma desaceleração do crescimento do crédito ao longo deste ano, considerando que, segundo o Banco Central, a elevação anual registrada em maio foi de 11,8%.
A revisão mais relevante no comportamento do crédito ocorreu no crédito para pessoas jurídicas (PJ) com recursos direcionados, cuja expansão projetada passou de 9,1% para 10,1%. Isso reflete especialmente o efeito dos programas públicos de crédito (PEAC-FGI), que levaram a uma alta relevante da carteira no primeiro semestre. No crédito direcionado para pessoas físicas (PF), a expansão esperada também teve leve crescimento, para 9,1% (ante 8,9%). Com isso, a projeção de alta da carteira de crédito direcionado ficou em 9,3% (ante 9,1%).
“A pesquisa aponta que os bancos estão reajustando ligeiramente para cima as projeções de crescimento do crédito neste ano, diante do bom desempenho registrado pelo segmento neste primeiro semestre. A revisão foi mais intensa na Carteira PJ com recursos direcionados, onde tivemos números bastante fortes neste início de ano”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.
“De todo modo, ainda se espera alguma desaceleração do crédito no 2º semestre, diante do grau bastante restritivo em que política monetária se encontra, que tende a afetar com mais intensidade a carteira com recursos livres.”, complementa Sardenberg.
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