O projeto da nova sede administrativa do Governo de São Paulo, no centro da capital, avança com previsão de desapropriações e demolições, mas ainda deixa em aberto o destino de dezenas de prédios vazios na região.
Levantamento aponta que ao menos 40 imóveis desocupados estão inseridos na área prevista para a instalação do novo complexo. Até o momento, o governo de Tarcísio de Freitas não apresentou uma definição clara sobre o uso ou a destinação dessas estruturas.
A iniciativa prevê a transferência da sede do Executivo estadual para a região dos Campos Elíseos, com a construção de novos edifícios e reconfiguração urbana no entorno da Praça Princesa Isabel. Como parte do projeto, centenas de imóveis devem ser desapropriados, afetando diretamente moradores e comerciantes da área.
Dados divulgados anteriormente indicam que mais de 300 imóveis podem ser atingidos, com impacto sobre centenas de famílias. Apesar da escala da intervenção, especialistas e moradores têm questionado a ausência de um plano específico para os imóveis já desocupados, que poderiam ser incorporados ao projeto ou destinados a outras políticas públicas, como habitação.
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O governo estadual afirma que a proposta inclui a revitalização da região central e a criação de novas estruturas administrativas. Também há previsão de investimentos em desapropriações, com recursos reservados para indenizações.
Ainda assim, o detalhamento sobre o aproveitamento dos prédios vazios não foi apresentado, o que mantém incertezas sobre o impacto urbanístico e social da intervenção.
O tema se soma a outras críticas envolvendo o projeto, como o processo de remoção de moradores e a falta de diálogo inicial apontada por parte da população afetada.
A implantação da nova sede faz parte de uma estratégia do governo estadual de concentrar órgãos públicos no centro da cidade. No entanto, a indefinição sobre imóveis ociosos levanta questionamentos sobre o planejamento da ocupação urbana e o uso de áreas já disponíveis na região.
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