Raquel Duarte
De acordo com dados do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP, o tabagismo está ligado a 65% dos tumores na bexiga em homens e 25% em mulheres.
Um dos motivos associados é que a fumaça do cigarro, quando inaladas são absorvidas pelos pulmões, entram na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins.
“A maioria das pessoas associa o cigarro apenas ao câncer de pulmão, porém podemos afirmar que o tabagismo aumenta em três vezes a chance de desenvolver tumor na bexiga. É extremamente importante esse alerta, pois sabemos que o tabagismo é o principal fator de risco nesses casos (de câncer de bexiga)”, alerta o urologista Leopoldo Ribeiro Filho, especialista da equipe de uro-oncologia.
Além do tabaco, os produtos químicos como tinturas de cabelo e tintas em geral, tecidos, borracha e petróleo estão entre os fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer. Indivíduos que trabalham na indústria e lidam com esses compostos por anos seguidos devem ficar atentos.
Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA/2016), são esperados 9,6 mil casos novos de câncer de bexiga. Apesar de pouco incidente, a taxa de mortalidade é alta, batendo seis vezes o câncer de próstata, que é o mais comum em homens e também atinge o sistema genito-urinário.






